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domingo, 27 de outubro de 2013

O descobrimento do Brasil

A chegada dos portugueses ao Brasil, comércio de especiarias, exploração do pau-brasil, escambo, Tratado de Tordesilhas, início da colonização do Brasil, o cultivo de cana-de-açúcar, a expedição de Martin Afonso de Souza, início da produção açucareira.
Pedro Àlvares Cabral

Em 22 de abril de 1500 chegava ao Brasil 13 caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral. A primeira vista, eles acreditavam tratar-se de um grande monte, e chamaram-no de Monte Pascoal. No dia 26 de abril, foi celebrada a primeira missa no Brasil.
Caravelas portuguesas chegando ao litoral brasileiro


Após deixarem o local em direção à Índia, Cabral, na incerteza se a terra descoberta tratava-se de um continente ou de uma grande ilha, alterou o nome para Ilha de Vera Cruz. Após exploração realizada por outras expedições portuguesas, foi descoberto tratar-se realmente de um continente, e novamente o nome foi alterado. A nova terra passou a ser chamada de Terra de Santa Cruz. Somente depois da descoberta do pau-brasil, ocorrida no ano de 1511, nosso país passou a ser chamado pelo nome que conhecemos hoje: Brasil.
Descobrimento do Brasil.

O descobrimento do Brasil ocorreu no período das grandes navegações, quando Portugal e Espanha exploravam o oceano em busca de novas terras. Poucos anos antes da descoberta do Brasil, em 1492, Cristóvão Colombo, navegando pela  Espanha, chegou a América, fato que ampliou as expectativas dos exploradores. Diante do fato de ambos terem as mesmas ambições e com objetivo de evitar guerras pela posse das terras, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas, em 1494. De acordo com este acordo, Portugal ficou com as terras recém descobertas que estavam a leste da linha imaginária ( 200 milhas a oeste das ilhas de Cabo Verde), enquanto a Espanha ficou com as terras a oeste desta linha.

Mesmo com a descoberta das terras brasileiras, Portugal continuava empenhado no comércio com as Índias, pois as especiarias (cravo, canela, gengibre, pimenta, noz moscada, açafrão) que os portugueses encontravam lá eram de grande valia para sua comercialização na Europa. As especiarias comercializadas eram: cravo, pimenta, canela, noz moscada, gengibre, porcelanas orientais, seda, etc. Enquanto realizava este lucrativo comércio, Portugal realizava no Brasil o extrativismo do pau-brasil, explorando da Mata Atlântica toneladas da valiosa madeira, cuja tinta vermelha era comercializada na Europa. Neste caso foi utilizado o escambo, ou seja, os indígenas recebiam dos portugueses algumas bugigangas (apitos, espelhos e chocalhos) e davam em troca o trabalho no corte e carregamento das toras de madeira até as caravelas. 
Foi somente a partir de 1530, com a expedição organizada por Martin Afonso de Souza, que a coroa portuguesa começou a interessar-se pela colonização da nova terra. Isso ocorreu, pois havia um grande receio dos portugueses em perderem as novas terras para invasores que haviam ficado de fora do tratado de Tordesilhas, como, por exemplo, franceses, holandeses e ingleses. Navegadores e piratas destes povos, estavam praticando a retirada ilegal de madeira de nossas matas. A colonização seria uma das formas de ocupar e proteger o território. Para tanto, os portugueses começaram a fazer experiências com o plantio da cana-de-açúcar, visando um promissor comércio desta mercadoria na Europa.
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Rogério Ceni, o goleiro artilheiro

Rogério Mücke Ceni (Pato Branco, 22 de janeiro de 1973) é um futebolista brasileiro que atua como goleiro. Revelado em 1990 pelo Sinop, foi contratado no mesmo ano pelo São Paulo, equipe da qual é titular desde 1997.

 Características

Rogério Ceni destaca-se por ser especialista em cobranças de faltas próximas à grande área e pênaltis. Sua precisão nas cobranças é tanta que, em agosto de 2006, Rogério Ceni tornou-se o goleiro com o maior número de gols marcados na história do futebol, superando o paraguaio José Luis Chilavert (ver lista de gols de Rogério Ceni)

Carreira

Nascido no interior do Paraná, na cidade de Pato Branco, mas tendo crescido no estado de Mato Grosso, foi revelado como goleiro pelo Sinop Futebol Clube, da cidade homônima, onde até hoje moram a maior parte de seus familiares e onde obteve seu primeiro título profissional. Foi contratado pelo São Paulo em 7 de setembro de 1990.
Começou como reserva de Zetti , fazendo parte do elenco que ganhou vários títulos, comandado por Telê Santana. Nesta fase, integrou a equipe de baixo, conhecida como "Expressinho", que conquistou o título da Copa Conmebol, em 1994. Com a saída de Zetti em 1997, assumiu a posição de goleiro titular do time. Inicialmente, era conhecido apenas como "Rogério"; passou a ser conhecido juntamente com o sobrenome posteriormente.
Recebeu por seis vezes a Bola de Prata, prêmio este concedido pela revista Placar ao melhor jogador da posição durante o Campeonato Brasileiro, e no ano de 2008, além do troféu de prata, recebeu a Bola de Ouro como o melhor jogador do Campeonato Brasileiro.
No ano de 2006 foi condecorado com o troféu de ouro concedido para o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro, juntamente com o troféu de melhor jogador do campeonato, prêmios concedidos pela CBF em grande festa realizada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2007, voltou a receber o prêmio de Melhor Goleiro do Campeonato Brasileiro, além de Craque do Brasileirão e Craque da Torcida, todos concedidos pela CBF.
Rogério entrou três vezes na lista dos dez melhores goleiros do mundo, elaborada anualmente pela IFFHS, Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, entidade com sede na Alemanha. Em 2005, foi o nono colocado, em 2006 ficou na sexta colocação e em 2007 ficou na quinta colocação.
Foi indicado ao prêmio Bola de Ouro, da revista France Football, em 2007, sendo o primeiro e único, até o momento, jogador atuando na América do Sul a concorrer ao prêmio, mas acabou ficando em um vigésimo sétimo lugar.
Seu profissionalismo e dedicação ao clube e o carisma que tem junto a torcida são destaques que marcam a carreira do jogador, e determinantes para ter recebido o slogan: "Todos têm goleiros, só nós temos Rogério Ceni". No dia 7 de setembro de 2010, Rogério Ceni completou 20 anos vestindo a camisa do São Paulo, sendo três deles pelas categorias de base.

Seleção Brasileira

Participou de 4 partidas pela Seleção Brasileira de Futebol. Rogério não obteve, com a camisa do Seleção, o mesmo sucesso que conseguiu no São Paulo Futebol Clube. Como titular, disputou só 1 jogo em uma competição oficial. A Copa das Confederações de 1997, na Arábia Saudita. Mas, ainda assim, se indispôs com o então técnico, Zagallo. O goleiro reclamou da “brincadeira” de outros jogadores de, sem permissão, cortar o cabelo dos colegas. O Velho Lobo viu “falta de espírito de grupo”.
Com a entrada de Luxemburgo no comando da seleção, o goleiro teve novamente uma chance. Porém, uma péssima atuação contra a equipe do Barcelona, num amistoso, deixou o goleiro de fora das novas listas de convocação.
Depois de um longo exílio, o goleiro voltou a ser convocado pelo técnico Emerson Leão e assumiu a condição de titular da Seleção Brasileira. Na vitória por 1 a 0 sobre a Colômbia, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2002, Rogério teve a chance de bater uma falta e quase marcou o seu primeiro gol com a camisa amarelinha. Integrou o elenco pentacampeão do mundo pelo Brasil em 2002. Atuou pela primeira e única vez na Copa em 22 de Junho de 2006, ao substituir Dida aos trinta e seis minutos do segundo tempo, na partida em que a seleção derrotou o Japão por 4 a 1. Este fato significou a quebra de um tabu que já durava quarenta anos, pois a última vez que a seleção brasileira utilizou dois goleiros numa mesma Copa havia sido em 1966, na Inglaterra.

Recordes

  • No dia 22 de julho de 2007, no empate entre São Paulo e Cruzeiro por 2 a 2 no Mineirão, completou 309 jogos em campeonatos brasileiros atuando pelo mesmo time quebrando o recorde que pertencia a Roberto Dinamite que havia atuado em 308 partidas pelo Vasco.
  • No dia 1 de setembro de 2007,com uma goleada de 6x0 sobre o Paraná, no Morumbi, Rogério se tornou o goleiro são-paulino com a maior série de jogos sem sofrer gols em Campeonatos Brasileiros, superando Valdir Peres, que ficou 694 minutos sem ser vazado, em 1983. A série foi interrompida aos 47 min do segundo tempo da vitória de 2 a 1 sobre o Santos, em 15 de setembro, após nove jogos inteiros e dois parciais sem ter que ir buscar a bola no fundo das redes. No total, foram 988 minutos sem sofrer gols, que colocaram Rogério à frente da segunda maior sequência invicta da história do Campeonato Brasileiro (perde apenas para Emerson Leão que, jogando pelo Palmeiras em 1973, permaneceu invicto por 1057 minutos).
  • No dia 19 de agosto de 2009, com um vitória sobre o Fluminense por 1x0, Rogério Ceni tornou-se o jogador que mais partidas jogou da história do Campeonato Brasileiro, superando Zinho, que jogou por Flamengo, Palmeiras e Cruzeiro, que detinha o recorde com 369 partidas.
  • No dia 28 de abril de 2010, completou 900 jogos pelo São Paulo Futebol Clube, no empate com o Universitario, na cidade de Lima.
  • É o terceiro jogador que mais vestiu a camisa de um clube na história do futebol mundial, ficando apenas atrás de Roberto Dinamite, que disputou 1065 jogos pelo Vasco e Pelé, que vestiu a camisa do Santos em 1114 partidas.
  • No dia 28 de outubro de 2010, em partida contra o Clube Atlético Paranaense (2 x 1 para o São Paulo) pelo campeonato brasileiro, chegou a marca de 700 jogos como capitão de um time, marca ainda não alcançada por nenhum outro jogador na história do futebol brasileiro. Ele recebeu a tarja de capitão no ano de 1999.
  • No dia 26 de janeiro de 2011 quebrou seu próprio recorde, fazendo 73 partidas seguidas. O antigo recorde era de 72 partidas. Atualmente são 86 partidas seguidas.

Goleiro artilheiro

  • O primeiro gol de Rogério foi marcado numa cobrança de falta em 15 de fevereiro de 1997, contra o União São João, em Araras, pelo Campeonato Paulista. No dia 20 de agosto de 2006, Rogério tornou-se o maior goleiro artilheiro da história ao marcar, contra o Cruzeiro, em cobrança de falta ensaiada, seu 63º gol em partidas oficiais, superando a marca de 62 gols que antes pertencia ao goleiro paraguaio Chilavert. Nesse mesmo jogo marcou outro, de pênalti, chegando aos 64 gols.
  • Além do jogo em que quebrou o recorde, o goleiro-artilheiro fez dois gols numa mesma partida outras quatro vezes. A primeira contra a Inter, na casa do adversário, pelo Campeonato Paulista, em 25 de abril de 1999: vitória de 2 a 1 com um gol de pênalti e outro de falta. A segunda dobradinha veio em 17 de julho de 2004, pelo Campeonato Brasileiro, agora no Morumbi, outra vitória por 2 a 1, esta sobre o Figueirense, também com um pênalti e uma falta. No vitória por 4 a 0 frente ao Tigres, do México, pelas quartas-de-final da Taça Libertadores da América de 2005 fez dois gols de falta. Com um pênalti desperdiçado, Rogério perdeu a chance de marcar pela primeira vez três gols num mesmo jogo. O quarto jogo em que Rogério marcou dois gols em uma só partida foi contra o Vasco, no Morumbi, pela décima sétima rodada do Campeonato Brasileiro de 2008. O placar foi 4 a 0 e o goleiro-artilheiro anotou os dois últimos, um de pênalti e outro de falta.
  • O Palmeiras é o time contra o qual mais fez gols (7), seguido pelo Cruzeiro (6) e Vasco (5). 2005 foi o ano em que mais balançou as redes, com 21 gols, sendo o último deles na semi-final do Mundial de Clubes, contra o Al-Ittihad, assim tornou-se o primeiro goleiro do mundo a marcar um gol no Mundial de Clubes.
  • É o goleiro que mais marcou gols no Campeonato Paulista, Copa dos Campeões, Torneio Rio-São Paulo, Campeonato Brasileiro, Copa Libertadores e Campeonato Mundial de clubes da FIFA (Atualmente é o único goleiro do mundo que marcou um gol no Campeonato Mundial de clubes da FIFA).
  • É também o goleiro que mais marcou gols de falta, 54 (ou 52 pela IFFHS).
  • É o segundo goleiro que mais gols de penalti marcou, 44, atrás apenas de Chilavert que têm 45 gols.
  • Um fato curioso é que em todas as partidas em que ele marcou no mínimo um gol, o time do São Paulo só foi derrotado três vezes. Nos jogos em que marcou gols, Rogério e o São Paulo contam com 70 vitórias, 21 empates e 3 derrotas.
  • No dia 25 de fevereiro de 2010, ao anotar, de falta, um gol sobre o Once Caldas na derrota de 2 a 1, tornou-se o maior artilheiro do São Paulo na história da Libertadores isoladamente com 11 gols marcados.
  • Após Rogério fazer o seu gol de numero 96, ele chegou aos 20 maiores artilheiros da historia do São Paulo
  • No dia 27 de março de 2011 em partida válida pelo Campeonato Paulista de Futebol de 2011 contra o Corinthians, marcou seu 100º gol:


Estatísticas

Até 27 de março de 2011.

Gols marcados

  • Total de gols marcados em jogos oficiais: 100
  • Total de gols marcados em jogos de competição (padrão IFFHS): 98
  • Gols de falta em jogos oficiais de competição: 53
  • Gols de bola rolando em jogos oficiais de competição: 1*
  • Gols de pênalti em jogos oficiais de competição: 44
  • Gols em jogos oficiais amistosos (não listados pela IFFHS) : 2 (ambos de falta)
* O gol de bola rolando foi marcado contra o Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro no dia 20/08/2006, em bola rolada em uma cobrança de falta.

Curiosidades

  • Rogério balançou as redes tanto de seu ex-companheiro no São Paulo, Zetti, em 1998, quando este jogava no Santos; do seu ex-reserva, Roger, quando este estava na Portuguesa, em 2000.
  • Contra o "rival" Chilavert, o capitão são-paulino leva desvantagem: tomou um gol do paraguaio, de pênalti, em 23 de outubro de 1997, no empate de 3 a 3 ante o Vélez Sarsfield, da Argentina, pela Supercopa Libertadores, resultado que, no entanto, classificou o São Paulo para a próxima fase da competição.

Títulos

Sinop
  • Campeonato Matogrossense: 1990
São Paulo
  • Copa Europeia/Sul-Americana: 1993
  • Campeonato Mundial de Clubes da FIFA: 2005
  • Copa Libertadores da América: 1993 e 2005
  • Supercopa da Libertadores da América: 1993
  • Campeonato Brasileiro: 2006, 2007 e 2008
  • Campeonato Paulista: 1998, 2000 e 2005
  • Supercampeonato Paulista: 2002
  • Recopa Sul-Americana: 1993
  • Troféu Cidade de Santiago de Compostela: 1993
  • Copa Conmebol: 1994
  • Copa dos Campeões Mundiais: 1995 e 1996
  • Copa Euro América: 1999
  • Torneio Rio-São Paulo: 2001
Categorias de base
  • Campeonato Paulista (Categoria Juvenil): 1990
  • Copa São Paulo (Categoria Junior): 1993
  • Campeonato Paulista (Categoria Aspirante): 1993
Seleção Brasileira
  • Copa do Mundo: 2002
  • Copa das Confederações: 1997

Prêmios individuais

  • Bola de Ouro (Placar): 2008
  • Bola de Prata (Placar): 2000, 2003, 2004, 2006, 2007 e 2008
  • Bola de Ouro do Mundial de Clubes da FIFA: 2005
  • Melhor jogador da final do Mundial de Clubes da FIFA: 2005
  • Melhor jogador do Campeonato Brasileiro: 2006 e 2007
  • Melhor goleiro do Campeonato Brasileiro: 2006 e 2007
  • Rei da Bola do Brasileirão: 2007
  • Craque da Torcida: 2007
  • Nono melhor goleiro do mundo (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol - IFFHS): 2005
  • Sexto melhor goleiro do mundo (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol - IFFHS): 2006
  • Quinto melhor goleiro do mundo (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol - IFFHS): 2007
  • Quarto melhor goleiro do mundo - Bola de Ouro/France Football: 2007
  • Vigésimo oitavo maior jogador do mundo - Bola de de Ouro/France Football: 2007
  • Décimo primeiro melhor goleiro do mundo (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol - IFFHS): 2008
  • Décimo terceiro melhor goleiro do mundo da década (2001 - 2009) (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol - IFFHS)
  • Goleiro do time ideal da América (Jornal El País, Uruguai): 2005

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O Início da Vida

Quando nosso planeta se formou, há mais de 4 bilhões e 600 milhões de anos, não havia vida nele.Durante muito tempo, ele permaneceu quente demais, com a atmosfera cheia de gases tóxicos, os mares fervendo, raios solares mortais atingido a superfície, vulcões em erupção por toda parte, chuva constante e bombardeios por meteoritos.
Se voltássemos no tempo, encontraríamos na Terra um ambiente como o representado acima.

Ao longo de milhões de anos foram acontecendo mudanças no clima e nas características da atmosfera.A superfície da terra foi esfriando, os gases tóxícos da atmosfera foram sendo substituídos por gases não-toxícos, o ciclo da água foi se estabilizando e permitindo a formação dos oceanos, dos mares e dos lagos.
Acredita-seque os primeiros seres vivos surgiram nos mares primitivos.No início,eram micro-organismos que se alimentavam dos materiais existentes nos mares e oceanos.Depois, surgiram os micro-organismos que faziam fotossíntese.Com o passar do tempo, os seres vivos foram se modificando, dando origem a uma imensa variedade de tipos.Alguns foram extintos, outros sofreram mudanças, e surgiram as formas de vida que conhecemos e com as quais convivemos atualmente.
Será que as mudanças já terminaram?Apesar de não percebermos, a Terra e tudo o que existe nela continua sofrendo transformações...
Representação do tempo, desde a formação da Terra, há cerca de 4,6 bilhões de anos, até o presente.
A linha vermelha representa a origem dos humanos.


Mas como surgiu a vida na terra?

Há alguns séculos, surgiu entre os cientistas a idéia de que os primeiros micro-organismos teriam chegado à terra com meteoros, vindos de outros pontos do espaço.Todas as formas de vida tido origem extraterrestre!
Mas essa idéia não resolve o problema da origem da vida. Só o empurra para outro lugar do espaço.
As primeiras formas de vida podem ter sido trazidas por meteoros, vindos do espaço.

Durante o Século XX, alguns cientistas passaram a considerar a possibilidade do surgimento da vida a partir de material não-vivo.Eles fizeram experimentos representando as condições que existiam na terra primitiva e verificaram a possibilidade de formação de materiais que fazem parte da constituição dos seres vivos.
Os materiais que se formaram na terra primitiva teriam se acumulado nos mares e, ao longo de muito tempo, teriam se transformado, originando os primeiro seres vivos.
No início, esses seres eram bem simples, como alguns micro-organismos que existem até hoje.Mas, de lá pra cá, holve tempo e condições de se desevolveram formas mais complexas, como plantas e animais, entre os quais os humanos. Assim,todos os seres vivos da terra teriam tido origem em micro-organismos que surgiram há mais de 3 bilhões de anos.
Essa discussão indica que os cientistas voltaram a considerar possível o sugimento da vida a partir de material não-vivo, uma ideia que parecia abandonada desde Louis Pasteur e seus frascos de pescoço de cisne.
Isso evidencia uma característica da ciência: ela diz, muda, diz de novo, só que diferente... Uns problemas são resolvidos, outros logo aparecem.Uma ideia parece certa, quase todos concordam com ela até que surge uma outra, que parece resolver melhor o problema.
E a ciência continua: esclarecendo um assunto, fazendo novas perguntas...

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

História de Osasco

Nos arredores da região onde hoje se situa a cidade de Osasco existiam vários sítios e chácaras.
Próximo as margens do rio Tietê, no século XIX, havia uma aldeia de grandes fazendeiros.Uma delas foi vendida para o italiano Antônio Giuseppe de Prieto Agú, o imigrante com quem começa nossa história.
Antônio Agú foi dono de vários negócios nesta região.Em 1887 ele comprou uma gleba de terras nesta região.
Por volta do ano de 1890, ele resolveu aumentar sua olaria e convidou como sócio o barão Dimitri Sensaud de Lavaud.
A pequena olaria deu origem á Primeira Indústria da Cidade, a Companhia Cerâmica Industrial de Vila Osasco.
Em 1885, Antônio Agú construiu a estação ferroviária.Antônio Agú deu para a estação o nome de sua cidade natal na Itália que posteriormente seria o nome da cidade de Osasco.
Osasco cresceu tanto em população quanto comercialmente e, em 19 de fevereiro de 1962, Osasco obteve sua emancipação depois de várias tentativas.
Hoje, Osasco está entre as cinco maiores cidades em termo de habitantes do estado de São Paulo.

Parabéns, Osasco, pelos seus 49 anos!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Pasteur e o pescoço de cisne

Louis Pasteur

    Por volta de 1860, o cientista francês Louis Pasteur (1822 - 1895) começou uma análise sobre o problema da origem da vida. Ele havia demonstrado, em outras ocasiões, que o ar é uma fonte de microorganismo. Entretanto isso não foi suficiente para invalidar a hipótese da abiogênese. Em novo experimento, Pasteur preparou 4 frascos de vidros contendo caldos nutritivos e amoleceu seus gargalos no fogo, esticando-os e curvando-os de modo que tomassem a forma de um pescoço de cisne. Em seguida, ferveu os caldos até que saísse vapor pela extremidade do gargalo. À medida que os frascos esfriavam, o ar do exterior penetrava pelo gargalo. As partículas suspensas no ar ficavam retidas nas paredes do pescoço longo e curvo, que funcionava, assim, como uma espécie de filtro de ar. Nenhum dos 4 frascos por ele preparados se contaminou. Quando o gargalo do frasco foi quebrado, após algum tempo verificou-se que havia desenvolvimento de microorganismo. Este experimento mostrou que um líquido, ao ser fervido, não perde o "PRICÍPIO ATIVO " , como defendiam os adeptos da abiogênese, pois, quando o pescoço do frasco é quebrado, há o aparecimento de seres vivos. O experimento rebate ainda outro argumento dos adeptos da abiogênese: a formação do ar viciado impróprio à vida. O líquido fervido fica, neste caso, em contato com o ar atmosférico através do pescoço do frasco, e mesmo assim não ocorre o aparecimento de seres vivos. Com esse célebre experimento, Pasteur ganhou o prêmio da Academia Francesa de Ciência, e a teoria da biogênese passou a ter preferência no meio científico. 

Site de Origem

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Steve Jobs

Steven Paul Jobs (São Francisco, Califórnia, 24 de Fevereiro de 1955 — Palo Alto, Califórnia, 5 de Outubro de 2011) foi um inventor, empresário e magnata americano no sector da informática. Notabilizou-se como co-fundador, presidente e director executivo da Apple Inc. Foi também diretor executivo da empresa de animação por computação gráfica Pixar e accionista individual máximo da Disney.
No final da década de 1970, Jobs, em conjunto com Steve Wozniak e Mike Markkula, entre outros, desenvolveu e comercializou uma das primeiras linhas de computadores pessoais de sucesso, a série Apple II. No começo da década de 1980, ele estava entre os primeiros a perceber o potencial comercial da interface gráfica do utilizador guiada pelo mouse, o que levou à criação do Macintosh.
Após perder uma disputa de poder com a mesa directora em 1984, Jobs demitiu-se da Apple e fundou a NeXT, uma companhia de desenvolvimento de plataformas direccionadas aos mercados de educação superior e administração. A compra da NeXT pela Apple em 1996 levou Jobs de volta à companhia que ele ajudara a fundar, e ele serviu como seu CEO de 1997 a 2011, ano em que anunciou sua renúncia ao cargo, recomendando Tim Cook como sucessor.
Morreu em 5 de Outubro de 2011, aos 56 anos, devido a um cancro no pâncreas.

Juventude

Steve Jobs nasceu em San Francisco, filho de Joanne Simpson e do imigrante sírio Abdulfattah John Jandali. Os seus pais biológicos deram-no para adoção, pois não lhe podiam proporcionar condições para que Steve se formasse na universidade. Outra versão, no entanto, é que o pai de Joanne não queria o casamento e então ela teria decidido dar o bebé para adoção.
Foi adoptado por Paul e Clara Hagopian Jobs, que lhe deram o nome de Steven Paul. Quando completou 17 anos, entrou na universidade Reed College em Portland, Oregon e, depois de 6 meses, viu-se obrigado a abandonar a universidade, devido aos seus elevados custos.

Carreira

O começo da Apple

Ao lado de seu parceiro tecnológico Steve Wozniak, Jobs fundou a Apple Computer em 1976 com o lançamento do Apple I e logo depois o Apple II. Com a Apple capitalizada pelos seus computadores "criativos" e simples, respeitada pela sua ousadia, a partir de 1979 iniciaram em conjunto a criação de um projecto que iria revolucionar tudo em matéria de hardware e software. Era o então projecto Macintosh, que ainda estava em suas cabeças e no papel. Este projecto sugeria o desenvolvimento de uma interface gráfica baseada por navegação de ícones, pastas e janelas (a chamada GUI) tudo isso accionado por um mouse - naqueles tempos os computadores só usavam o teclado - e uma prévia demonstração da tecnologia foi vista por Jobs numa polémica visita ao PARC da Xerox Corporation, o que lhe rendeu algumas acusações, sem provas concretas, de espionagem industrial, fato que ainda não foi totalmente esclarecido e ao que tudo indica o modelo do sistema da Xerox foi apenas uma inspiração que desencadeou a criação do primeiro Mac OS (o sistema operacional padrão nos Macintosh).
Em 1984, a Apple lançou o Macintosh, o primeiro e único computador geral com recursos de desenho, tipografia, além de uma interface gráfica abundante. O lançamento do computador foi feito com um grande estardalhaço através de uma campanha publicitária exibida nos intervalos do Super Bowl, evento que atinge picos de audiência enormes. Este comercial de TV foi emblemático pela sua ideia criativa e já demonstrava uma certa rixa entre Apple e IBM. O anuncio faz uma analogia ao livro de ficção científica homónimo de George Orwell "1984".

Saída da Apple - 1985

Em 1985, Jobs foi forçado a deixar a Apple pelo conselho de administração da empresa, e fundou uma outra empresa de computadores, a NeXT. Em 1986, comprou a Pixar à Lucasfilm, que anos mais tarde ficou famosa por uma nova linguagem de animação 3D para desenhos animados. Na década de 1990, a Pixar sob liderança de Steve Jobs produziu o primeiro filme infantil animado na sua totalidade por computador, Toy Story. No dia 24 de Janeiro de 2006 a Walt Disney Company adquiriu a Pixar por 7,4 mil milhões de dólares. A Disney/Pixar é actualmente o maior estúdio de filmes animados do mundo.

Retorno à Apple - 1997

Em 1996 a Apple, que estava a desenvolver um novo sistema operacional, comprou a NeXT Computer, de Steve Jobs, para poder utilizar o NeXTStep como base para o seu novo sistema operativo. Com esta operação Jobs retornou para a Apple - que estava numa situação financeira frágil e a ponto de fechar - em 1997 como consultor. A companhia foi salva a tempo com a venda de 40% das acções à rival Microsoft, com uma ideia e um produto criativo de impacto introduzindo o iMac em 1998 com o novo sistema operacional o Mac OS 9. Com o passar dos anos a Apple readquiriu as acções da Microsoft, que evitaram a sua falência.
Depois do sucesso de vendas dos primeiros iMacs, preparou uma nova revolução, a de refazer o famoso Mac OS, criando uma nova e poderosa plataforma que uniu o poder e a estabilidade do sistema Unix com a praticabilidade e elegância do tradicional Mac OS. Em 2000 foi lançado o Mac OS X.
Sob a orientação de Jobs, a Apple aumentou suas vendas significativamente depois destas inovações implantadas por ele e a sua equipe. O iMac foi o primeiro computador introduzido no mercado com várias características avançadas, principalmente pelo seu design inovador e pelo material utilizado, basicamente o plástico translúcido e colorido, o que decretou a morte da cor padrão para PCs (o bege), e a partir de então muitos deles passaram a usar este tipo de material nos produtos de informática em geral. Desde então, Jobs trabalhou muito em ideias criativas deste nível obtendo sucesso de vendas com elas.
Uma das suas inovações foi ramificar a Apple para além do seu mercado restrito da informática, passando a actuar na área dea electrónica, telecomunicações (iPhone), músicas digitais (AAC e MP3), com a introdução em 2001 do reprodutor portátil de música iPod, integrado com a loja de venda legal de música pela Internet através do iTunes, um software dedicado para reprodução de áudio, vídeo, CDs e de rádios online. O iPod conquistou o público pela sua leveza, praticabilidade, modernidade e simplicidade.
Em 2007 a Apple passou a comercializar telefones moveis, chamados de iPhone, com tecnologia de toque (baptizada de multi-touch por aceitar toques simultâneos); em 2008 lançou a versão de tecnologia 3G do aparelho, iPhone 3G; em Julho de 2009 lançou o iPhone 3Gs (speed), com comando de voz e muito mais rápido que os modelos anteriores.
Em Junho de 2010, a Apple lançou o iPhone 4. Uma das maiores novidades, muito aguardada pelos utilizadores das versões anteriores, foi a possibilidade do multitask (execução de vários programas simultaneamente), além da câmara com 5 MP com flash, entre outras mudanças. O iPhone 4 foi alvo de polémicas, após alguns utilizadores (0,55%, de acordo com a própria fábrica) constatarem que, se tocado em determinado ponto (onde ficava a antena), o equipamento sofria queda de sinal. Poucas semanas depois, Steve Jobs apresentou-se publicamente em uma conferência, admitindo a existência do problema. Para contorná-lo, os utilizadores teriam duas opções: receber gratuitamente uma espécie de capa para evitar o toque na antena; ou então ir a qualquer loja da Apple para lhes ser devolvido o dinheiro.

MacWorld

Steve Jobs fazia anualmente palestras emblemáticas (Keynotes), nas MacWorlds, quando lançava as suas tão esperadas ideias para a Apple (e o público ficava muito frustrado quando não haviam novidades convincentes nestes eventos da Apple). Jobs e os seus parceiros apresentavam as novidades que a empresa lançaria em cada temporada. Muitas dessas novidades acabavam tornando-se tendência de mercado. No final de 2008, a Apple declarou que a MacWorld 2009 seria a última em que a empresa iria participar. Nesta edição do evento, Phil Schiller, vice-presidente de marketing de produtos da Apple na época, foi o orador oficial.

Rivalidades

A rivalidade de Steve Jobs com Bill Gates, ex-presidente e principal accionista da Microsoft, já é elemento cultural do sector. Essa disputa pode ser verificada no filme produzido pelo canal de TV a cabo TNT, "Pirates of Silicon Valley" (Piratas do Vale do Silício, na versão em português), que aborda a biografia deles e das suas empresas, algumas vezes de forma exagerada. Podemos ver a disputa que existia entre eles e suas respectivas empresas muito antes de serem os ícones e "ídolos" que são hoje.

Pixar e Disney

Em 1986, Jobs comprou da Lucasfilm um estúdio de computação gráfica, o Pixar Studios, por 10 milhões de dólares. Com uma parceria estratégica com a Disney criou, produziu e lançou vários filmes em animação 3D de sucesso, tais como o Toy Story, Procurando Nemo, Ratatouille, "Up, Altas Aventuras" e o mais recente "Carros 2". Com a compra dos estúdios Pixar pelo grupo de comunicação e entretenimento Walt Disney, Jobs tornou-se o maior acionista individual da Disney, onde deveria ocupar um posto no conselho diretivo, segundo uma nota divulgada pela Disney no dia da aquisição, em Janeiro de 2006.

Renúncia

A 24 de Agosto de 2011, Jobs renunciou à presidência da Apple. Ele esperava permanecer como presidente da mesa de direção da empresa, recomendando em sua carta de demissão que Tim Cook fosse nomeado seu sucessor.

Morte

Steve Jobs morreu a 5 de Outubro de 2011 na sequência de um cancro no pâncreas, contra o qual lutava desde 2004. O anúncio foi dado pela família dele, que disse: "morreu em paz hoje". A empresa da qual ele foi fundador e CEO, a Apple, divulgou um comunicado separadamente anunciando a morte de Steve Jobs. No comunicado, lê-se: "Estamos profundamente tristes ao anunciar que Steve Jobs faleceu hoje. O brilho de Steve, sua paixão e força foram as fontes de inúmeras inovações que enriquecem e melhoram todas as nossas vidas. O mundo é incomensuravelmente melhor por causa de Steve. Os grandes amores da sua vida foram a sua esposa, Laurene e sua família. Nossos corações estão com eles e para todos que foram tocados por seus dons extraordinários."
Também a 5 de Outubro de 2011, o site corporativo da Apple recebia os visitantes com uma página simples mostrando o nome de Steve Jobs, o seu ano de nascimento e morte e um dos seus retratos mais famosos. Ao ser clicada, a imagem conduzia a uma página com um obituário que dizia: "A Apple perdeu um visionário e génio criativo e o mundo todo perdeu um ser humano incrível. Aqueles de nós que tivemos o privilégio de conhecer e trabalhar com Steve perdemos um amigo querido e um mentor inspirador. Steve deixa para trás uma empresa que só ele poderia ter construído e seu espírito será sempre a base da Apple."

Site de Origem

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Ronaldo Fenômeno

Ronaldo Luís Nazário de Lima, mais conhecido como Ronaldo ou também Ronaldo Fenômeno ou ainda Ronaldinho (Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1976), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como centroavante.
Já era conhecido como Ronaldo no início da carreira, sendo por algum tempo chamado de Ronaldinho. O diminutivo surgiu na Copa do Mundo de 1994, quando a Seleção Brasileira foi com dois Ronaldos; o mais velho, jogador do São Paulo, tornou-se Ronaldão. Já o apelido de Fenômeno surgiu em sua arrebatadora temporada no Barcelona.
É o maior artilheiro da história das Copas do Mundo com quinze gols. É um dos poucos jogadores que estiveram dos dois lados de duas grandes rivalidades europeias: ele defendeu os espanhóis Barcelona e Real Madrid e os milaneses Internazionale e Milan.
Iniciou seu caminho no futebol no futsal do Valqueire Tênis Clube, transferindo-se cedo para o Social Ramos Clube do Rio de Janeiro, para logo em seguida mudar-se para o São Cristóvão, também carioca. Porém foi no Cruzeiro que se profissionalizou e alcançou a fama como atleta no segundo semestre de 1993.
Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.

Informações pessoais
Nome completo Ronaldo Luís Nazário de Lima
Data de nasc. 22 de Setembro de 1976 (34 anos)
Local de nasc. Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Altura 1,83 m
Pé Destro
Apelido Fenômeno, Ronaldinho, R9
Informações profissionais
Posição Centroavante
Clubes de juventude

Brasil Valqueire
Brasil Social Ramos
Brasil São Cristóvão
Brasil Cruzeiro
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1993–1994
1994–1996
1996–1997
1997–2002
2002–2007
2007–2008
2009–2011
Total
Brasil Cruzeiro
Países Baixos PSV Eindhoven
Espanha Barcelona
Itália Internazionale
Espanha Real Madrid
Itália Milan
Brasil Corinthians
46 (44)
57 (54)
49 (47)
99 (59)
177 (104)
20 (9)
69 (35)
517 (352)
Seleção nacional
1994–2011 Brasil Brasil 98 (62)
Medalhas
Jogos Olímpicos
Bronze Atlanta 1996 Equipe


Carreira

Primeiros anos

Ronaldo teve uma infância pobre, embora não miserável. Apaixonado por futebol, costumava matar aulas em Bento Ribeiro para dançar no clube Valqueire Tênis Clube, perto de sua casa. Chegou a tentar treinar no Flamengo, mas por não ter dinheiro para pagar as quatro conduções até a sede do time, foi parar no São Cristóvão. Além de ser mais perto de sua casa, o próprio clube lhe deu dinheiro para o transporte.
Aos 14 anos, teve seu passe comprado pelos empresários Alexandre Martins e Reinaldo Pitta por US$ 7.500. O jovem, que não conseguiu treinar no Flamengo, seria "perdido" por outros dois grandes clubes, Botafogo e São Paulo: para o alvinegro, o emprésario Reinaldo Pitta quis doar 50% do passe do jovem, que teria uma boa vitrine. Com a negativa, Ronaldo foi oferecido por 25 mil reais ao tricolo, que quis pagar 15 mil.
Jairzinho o viu no São Cristóvão e pagou dez mil dólares pelo menino. Revendeu-o para uma ex-equipe sua, o Cruzeiro. A equipe mineira ficou convencida a aceitá-lo após Ronaldo salvar-se em meio à má campanha da Seleção Brasileira sub-17 que disputou no campeonato sul-americano da categoria, em que o garoto foi artilheiro com oito gols, enquanto o Brasil terminou em quarto lugar e fora do Campeonato Mundial de Futebol Sub-17 de 1993, primeira e única vez em que o time não se classificou para o torneio.

Cruzeiro e a Seleção

Foi com 16 anos que Ronaldo fez sua estreia no futebol profissional, defendendo o Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro de 1993. Na Raposa, foi logo tratado como fora-de-série, sendo o primeiro atleta amador a viver na concentração dos profissionais. Antes do torneio nacional, Ronaldo havia disputado somente amistosos e partidas de nível local pelo Cruzeiro, além de acompanhar a delegação do time à Porto Alegre, onde ocorreria a decisão da Copa do Brasil, contra o Grêmio.
Seu primeiro gol pelo time profissional foi marcado em amistoso contra a equipe portuguesa d'Os Belenenses, cuja torcida o aplaudiu de pé ao fim da partida. Voltou da excursão por Portugal despertando interesses italianos, recebendo a primeira sondagem da Internazionale de Milão, recusada mesmo com proposta de 500 mil dólares - uma valorização de 1000% do seu passe em cinco meses. Já a primeira exibição em rede nacional de televisão foi em 7 de setembro daquele ano, em um jogo do seu clube, Cruzeiro, contra o Corinthians.
Destaque da equipe cruzeirense naquele Brasileiro, Ronaldo marcou 12 gols no torneio nacional em 14 partidas, tendo sido o terceiro maior goleador da competição. Em uma de suas memoráveis partidas, o atacante marcou 5 gols contra o Bahia, humilhando o celebrado goleiro adversário, o uruguaio Rodolfo Rodríguez, que perdeu a bola para ele em um dos gols. Jogando também na equipe júnior, foi artilheiro do Cruzeiro na Supertaça Minas Gerais e tirou o clube de um jejum de quatro anos sem vencer o rival Atlético Mineiro na categoria.
Ainda naquele ano, o jovem Ronaldo sagrou-se artilheiro da Supercopa da Libertadores, com 8 gols, e foi convocado para jogar na Seleção Brasileira sub-17. A decisão seguinte foi a Recopa Sul-Americana, contra o São Paulo. Nela, Ronaldo teve seu primeiro grande revés como profissional: a decisão encaminhou-se para os pênaltis e Zetti defendeu a cobrança do jovem, garantindo o título aos tricolores. O ano terminou com o seu passe valendo 10 milhões de dólares.
Na temporada seguinte, em , Ronaldo seguiu mais uma vez como destaque do Cruzeiro. O atacante foi o artilheiro do Campeonato Mineiro, com 22 gols. Logo, o jovem jogador chamou a atenção de clubes europeus e, em uma transferência de 6 milhões de dólares, vai para o PSV Eindhoven (dos Países Baixos). Ronaldo deixou o Cruzeiro pouco antes da Copa do Mundo de 1994, com uma expressiva marca de 44 gols em 46 partidas.

PSV Eindhoven

No PSV Eindhoven, dos Países Baixos, Ronaldo destacou-se mais uma vez como artilheiro, tendo marcado 54 gols em 57 partidas no total. No Campeonato Neerlandês, mesmo sem dominar a língua neerlandesa (o que lhe atrapalhava na comunicação com os colegas), foi artilheiro com 30 gols, doze a mais que o rival criado pela imprensa para ele, Patrick Kluivert, dois meses mais velho e jogador do Ajax. O Ajax, cujo forte time seria campeão da Liga dos Campeões da UEFA, acabaria campeão também da Eredivisie - o PSV terminou em terceiro.
A Inter de Milão continuava a rondar - ao final da temporada, em maio, um representante sondou os dirigentes do PSV, e o próprio vice-presidente foi conversar com o jogador na véspera de um Brasil x Uruguai (em que ele marcou os dois gols na vitória por 2 x 0). Os interistas, no momento, acabaram fechando com outro membro da delegação brasileira, Caio.
Ainda em 1995, seus primeiros problemas no joelho começaram a se manifestar. A primeira cirurgia ocorreria em fevereiro do ano seguinte, após uma ressonância magnética constatar inflamações nos joelhos e calcificação no direito, joelho em que passou então por uma "raspagem" na cartilagem. Apesar da recomendação de passar por uma recuperação lenta, no final de abril Ronaldo já estava de volta aos campos, mas frequentando o banco. A reserva imposta pelo técnico Dick Advocaat começou a irritá-lo. Ronaldo não perdoaria o treinador após ser usado apenas nos quinze minutos finais da decisão da Copa dos Países Baixos. O torneio foi conquistado, no que seria a última partida do jovem na equipe da Philips: voltaria dos Jogos Olímpicos de Verão de 1996 já como jogador do Barcelona.

Barcelona

Surge o "Fenômeno"

No meio daquele ano, Ronaldo transferiu-se para o Barcelona, da Espanha, por 20 milhões de dólares, à semelhança de sua dupla de ataque na Seleção Brasileira, Romário, outro a sair do PSV rumo ao Barça. Ronaldo faria juz ao dinheiro gasto, fechando o ano de 1996 com dezessete gols em vinte partidas. Acabaria eleito pela primeira vez o melhor jogador do mundo pela FIFA. Suas atuações lhe valeram o apelido de El Fenómeno.
A temporada 1996/97, sua única pelo clube catalão, encerrou-se sem o título espanhol, que por dois pontos ficou com o rival Real Madrid. Ainda assim, Ronaldo, artilheiro do Espanhol com 34 gols em 37 jogos, levantou a Copa do Rei e a Recopa Europeia, com gol dele na decisão contra o Paris Saint-Germain. Feliz na Catalunha, foi com espanto que divulgou-se que a Internazionale finalmente conseguira acertar com ele, pagando a multa rescisória de 32 milhões de dólares; a razão teria sido a negação do presidente blaugrana Josep Lluis Núñez em aumentar o salário do atacante.

Internazionale

Os empresários Pitta e Martins, que pediram pelo aumento, negociaram com outras equipes italianas, dentre elas Juventus e Lazio, até fechar com a Inter. Ronaldo estava na Noruega, onde o Brasil faria amistoso contra a seleção local (perderia por 2 x 4), quando a transferência foi concretizada, e não escondeu a decepção em deixar o Barcelona. Ainda assim, declarou-se feliz com o desafio de jogar na Itália. O contrato seria assinado em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde realizava-se a Copa América.
A Inter não ganhava o Campeonato Italiano havia sete anos e Ronaldo, usando a camisa 10 (o seu característico número 9 pertencia ao chileno Iván Zamorano) não decepcionou o clube: encerrou o ano de 1997 com quatorze gols em dezenove jogos oficiais, e novamente eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA. Ele, agora Il Fenomeno, recebeu também a Bola de Ouro da France Football (a publicação francesa o ignorara no ano anterior em favor do alemão Matthias Sammer).
Na Inter, Ronaldo continou a fazer seus gols e terminaria o campeonato na vice-artilharia, com 25, dois a menos que o alemão Oliver Bierhoff, mas sendo o estrangeiro que mais gols fez em sua temporada de estreia na Serie A. Entretanto, o título seria polemicamente perdido para a arquirrival Juventus, em um confronto direto em que um pênalti não-marcado de Mark Iuliano sobre ele repercutiu por semanas no país. 1997/98 veria como consolação o título da Copa da UEFA.

As primeiras graves lesões

A temporada 1998/99 começou com a sua convulsão pouco antes da final da Copa do Mundo de 1998 ainda rendendo comentários. A Inter fez um campeonato ruim e viu o outro rival, o Milan, ganhar o título. Usando finalmente o número 9 (Zamorano ficou com a camisa 1+8), Ronaldo pouco jogaria pelos nerazzurri, por diversos fatores: ora tendinite, ora compromissos com patrocinadores (Brahma, Parmalat, Pirelli e Nike), ora a Seleção Brasileira. 1999/00 seria de menos partidas ainda: em jogo contra o Lecce, estourou o joelho e teria de esperar cinco meses para voltar aos gramados.
Ronaldo voltou em 12 de abril de 2000, uma semana após o nascimento de seu filho Ronald, em jogo válido pelas decisões da Copa da Itália, contra a Lazio. Mal entrou em campo, seu joelho direito cedeu no primeiro drible, saindo do lugar. No dia seguinte, iniciou nova recuperação, desta vez bem mais lenta: oito meses foram inicialmente previstos, que depois resultariam em quinze. 2001 veio e Ronaldo continuou sua volta gradual e cuidadosamente. Voltou a jogar oficialmente em partida da Copa da UEFA, contra o Braşov, da Romênia. Pequenas contraturas e estiramentos, entretanto, impediram-no de jogar normalmente naquele ano.
A temporada 2001/02 prosseguiu com ele sendo utilizado ocasionalmente. A Inter liderava o campeonato e poderia finalmente quebrar o jejum, que se arrastava já havia doze anos. Na última rodada, a adversária seria a mesma Lazio que trazia más recordações ao atacante. Acaso ou não, a Internazionale perdeu por 2 x 4 e a taça parou na rival Juventus. Substituído no decorrer do jogo, Ronaldo chorou para as câmeras.
Tempos de mudança vieram após a surpreendente Copa do Mundo de 2002. Milão recebeu de braços abertos o comandante do pentacampeonato da Seleção Brasileira. Ronaldo, entretanto, começou a forçar a sua saída. A razão seria a permanência do técnico Héctor Cúper, a quem acusava de usá-lo em campo sem condições físicas. Ronaldo deixou a Inter tendo ganho apenas uma Copa da UEFA em cinco anos, com a torcida sentindo enorme ingratidão do brasileiro: para eles, o atacante virou Il Fuggitivo, ainda mais em função de que outra razão para a saída seria a insatisfação do jogador em receber menos que os colegas Christian Vieri e Álvaro Recoba.

Real Madrid

nicialmente, Ronaldo se ofereceu à sua ex-equipe, o Barcelona. Em crise, o clube catalão não podia arcar com a multa rescisória. O rival Real Madrid então veio e, por 39 milhões de euros, o levou em 31 de agosto de 2002, quando se esgotava o prazo para as inscrições na temporada 2002/03. Estreou no clube merengue em partida contra o Alavés. Marcou duas vezes em vitória por 4 x 2. Apesar da ótima estreia, sofreria com vaias nos jogos seguintes, em decorrência da frequência apenas razoável de gols, e também pelo fato de que seus substitutos contumazes - Fernando Morientes, Guti e Javier Portillo - costumarem marcar nos poucos minutos em que tinham em campo. Substituições, por sinal, frequentes: nos 35 primeiros jogos em que fez pelo Real, saiu no decorrer de 22 partidas.
Mesmo eleito pela terceira vez o melhor jogador do mundo pela FIFA ao final de 2002, as vaias só sossegaram após sua grande atuação contra o Manchester United, na Liga dos Campeões da UEFA. Na casa do adversário, em Old Trafford, Ronaldo marcou três vezes na derrota por 3 x 4, que classificou o time às semifinais. Entretanto, novamente a Juventus apareceu-lhe: o clube italiano acabou eliminando os blancos nas semifinais. A frustração foi compensada com o título espanhol, o primeiro campeonato nacional em que Ronaldo saboreou conquistar. O troféu, disputado acirradamente com a Real Sociedad, foi garantido com vitória sobre o Athletic Bilbao com dois gols dele, que, com 23 tentos, foi o artilheiro da Liga.
Ronaldo foi a terceira contratação dita galáctica do time madrilenho: os dois primeiros foram seu ex-colega de Barcelona, Luís Figo, em 2000; e o francês Zinédine Zidane, em 2001. O clube reunia ainda as estrelas mundiais Raúl e Roberto Carlos. A temporada de 2003/04 começou com um novo galáctico, este em que o peso das receitas de marketing eram assumidamente maiores do que o da técnica: David Beckham.
O estelar elenco acabaria naufragando nos torneios: ficou apenas em quarto no Espanhol, perdeu a decisão da Copa do Rei para o fraco Real Zaragoza e, na Liga dos Campeões da UEFA, caiu ante ao futuro vice-campeão Monaco. O jejum continuou na de 2004/05 e 2005/06; para piorar, foram temporadas em que o rival Barcelona conseguiu o título espanhol em ambas, além da Liga dos Campeões da UEFA na segunda.
A temporada 2006/07 começou sem Florentino Pérez, responsável pelas contratações galáticas, na presidência, e com o clube preocupando-se em voltar aos títulos. Ronaldo passou a ser sombreado pela contratação de Ruud van Nistelrooy. Sem espaço, constantemente criticado pelo seu peso, Ronaldo decidiu deixar o Real no decorrer da temporada.

Milan

Acertou sua volta à Milão, mas não na Internazionale e sim em um rival: o Milan. A transferência foi oficializada em 18 de janeiro de 2007 pela bagatela de 7,5 milhões de euros, e Ronaldo recebeu a camisa de número 99, já que a 9 já pertencia a Filippo Inzaghi.
O Milan tinha poucas condições de vencer o Campeonato Italiano: iniciara a competição com oito pontos negativos, como punição do envolvimento do clube no que ficou conhecido como Calciocaos, escândalo de manipulação de resultados. Na Liga dos Campeões da UEFA, Ronaldo não poderia jogar: o regulamento impedia que um mesmo jogador defenda duas equipes diferentes, e ele já havia atuado pelo Real. Acabaria assistindo das tribunas os colegas vencerem o torneio. No Milan, ele voltou a deixar crescer os cabelos, em uma forma de diferenciar-se dos tempos de Internazionale, onde ostentava uma careca bem raspada.
A estrutura do clube rossonero permitiu-lhe descobrir que possuía hipotireodismo, razão de sua engorda. Ronaldo tratou o problema e iniciou a temporada 2007/08 cinco quilos e meio mais magro. O Fenômeno também formou um trio com os compatriotas Kaká e Alexandre Pato denominado Ka-Pa-Ro.
A promissora temporada, entretanto, acabaria para ele em 13 de fevereiro de 2008, no jogo contra o Livorno. Após substituir Gilardino no segundo tempo, Ronaldo, em sua primeira participação no jogo, acabou se lesionando na hora de um salto, saindo de campo em seguida chorando, em uma noite que relembrou a ocasião em que lesionou o joelho contra a Lazio, em 2000. A temporada 2007/08 encerrou-se com Ronaldo parado e desligado do Milan, que decidiu não renovar o seu contrato.

Treinamento no Flamengo

Após sua saída do Milan, Ronaldo manifestou algumas vezes o desejo de defender o Flamengo, do qual é torcedor declarado. O craque chegou a treinar no clube da Gávea a partir de setembro para recuperar-se da cirurgia no joelho. Já havia sido sondado pelo time do coração no início do ano, quando o Flamengo estava fazendo propostas para a disputa da Copa Libertadores da América. Na ocasião, porém, as conversas não prosseguiram.
Já há vários dias no centro de treinamento do Flamengo, ao que parecia ele voltaria ao futebol europeu, onde havia boatos de sua contratação pelo Manchester City, da Inglaterra, e o Paris Saint-Germain, da França.

Corinthians

A princípio, o interesse do Corinthians na contratação de Ronaldo foi tratado como algo impossível no Parque São Jorge. Em uma reunião para falar sobre a permanência do atacante Morais na equipe corintiana, também empresariado por Fabiano Farah, o assunto Fenômeno surgiu na pauta. Após vários dias treinando na Gávea e sem receber nenhum projeto para ficar no clube, Ronaldo acertou a sua volta ao Brasil depois de 14 anos pelo Corinthians. Em 9 de dezembro de 2008, o anuncio da contratação do Fenômeno foi feito pelo presidente corintiano Andrés Sanchez através do site oficial do clube. Em 12 de dezembro, a diretoria organizou uma festa pela chegada do jogador no clube com a presença de torcedores no Estádio Alfredo Schürig. Ronaldo assinou oficialmente o contrato em 17 de dezembro. O atacante receberia o valor fixo de 400 mil reais mais valor no patrocínio da camisa do clube, onde 20% seriam do patrocinador principal e 80% de manga e calção.
Durante os primeiros dois meses no Corinthians, Ronaldo realizou trabalhos físicos para que pudesse ter condições para retornar aos gramados. Aos poucos, o jogador começou a treinar junto aos demais atletas do elenco corintiano e aumentavam as expectativas para sua reestreia no futebol brasileiro.
No dia 4 de março de 2009, Ronaldo fez seu retorno ao futebol em partida contra o Itumbiara pela Copa do Brasil. O jogador, que começou o jogo entre os reservas, jogou por vinte e sete minutos durante o segundo tempo.
Na partida seguinte, no clássico contra o Palmeiras, em 8 de março de 2009, pelo Campeonato Paulista o técnico Mano Menezes novamente deixou Ronaldo entre os reservas e o colocou durante o segundo tempo. E aos 47min do segundo tempo, o "Fenômeno" marcou seu primeiro gol como jogador do Corinthians (de cabeça, após cobrança de escanteio realizada por Douglas), gol este que assegurou o empate contra a equipe palmeirense. O gol foi assunto em vários portais de notícias em todo o mundo. Três dias depois, em sua terceira partida após seu retorno ao futebol, contra o São Caetano, Ronaldo foi escalado pela primeira vez como titular. Além de jogar durante mais de 80 minutos, o atacante marcou o gol da vitória corintiana. Nesta campanha do Corinthians no Campeonato Paulista, Ronaldo mostrou-se um dos principais jogadores da equipe, mesmo muito acima do seu peso ideal, marcou oito gols nas dez partidas que disputou, e novamente chamou a atenção internacional por suas atuações destacadas, especialmente na segunda partida da semifinal contra o São Paulo e na decisão contra o Santos, onde o Corinthians sagrou-se campeão do Paulistão daquele ano. Ainda neste mesmo ano, foi fundamental para o título da Copa do Brasil, marcando um gol na partida de ida da decisão, contra o Internacional, e garantindo a vaga para a Copa Libertadores da América do ano seguinte. Finalizou sua primeira temporada no Timão com um total de 23 gols, sendo 12 deles pelo Campeonato Brasileiro.
O ano de 2010 não foi tão bom para Ronaldo. Em má forma e sofrendo com seguidas lesões, o Fenômeno entrou em campo poucas vezes naquele ano e viu o Corinthians ser eliminado pelo Flamengo na Libertadores, principal ambição do clube no ano de seu centenário. Neste ano, foram apenas 27 partidas realizadas pelo jogador, sendo onze pelo Campeonato Brasileiro, onde marcou seis gols.
Jogando com a camisa do Corinthians, Ronaldo foi campeão logo nos dois primeiros torneios que disputou: Campeonato Paulista 2009 e Copa do Brasil 2009. Além dos resultados esportivos, a parceria entre Ronaldo e Corinthians também rendeu fora de campo, onde o valor de patrocínio do clube chegou a 30 milhões de reais, maior valor pago a um clube brasileiro na história. Porém, o principal propósito do time corintiano, a Copa Libertadores da América, não foi conquistado pelo jogador, já que o time foi eliminado pelo Flamengo em 2010, devido a regra do gol fora de casa, e pelo Deportes Tolima em 2011, ainda na fase preliminar, conhecida como Pré-Libertadores.

Aposentadoria

Após a desclassificação precoce na Copa Libertadores da América de 2011, Ronaldo não conseguiu mais suportar suas dores físicas, e decidiu anunciar oficialmente a sua aposentadoria em 14 de fevereiro de 2011, numa coletiva de imprensa. Segundo ele, sua aposentadoria se deu pelo fato de estar enfrentando seguidas lesões, inclusive revelando que sofria hipotireoidismo, um disturbio metabólico que desacelera o metabolismo e dificulta a perda de peso. O jogador afirmou que o problema poderia ser resolvido com ingestão de hormônios, porém, esta prática é proibida no futebol, e acarretaria numa suspensão por doping. Porém, médicos discordam que o tratamaneto seja confundido com doping e o próprio médico do clube Corinthians afirmou que Ronaldo não tinha esta doença. Além do mais esta doença evita emagrecer mas não engorda.
Cquote1.svg Depois de mais uma lesão, eu refleti muito em casa e decidi que era o momento. Que não ia esperar mais e tinha realmente dado o máximo que eu nunca imaginei que poderia chegar. É muito duro abandonar o que te deixa feliz, tem tanto amor e poderia seguir porque mentalmente e psicologicamente ainda quero muito. Mas também tenho que assumir algumas derrotas. Eu perdi para o meu corpo. Cquote2.svg
— Ronaldo, sobre sua aposentadoria.

Seleção Brasileira

O início

Ronaldo recebeu as primeiras convocações para as seleções de base do Brasil quando ainda estava no São Cristóvão. Foi artilheiro do Campeonato Sul-Americano de juniores na Colômbia, em 1993, sendo o único destaque individual do time que terminou apenas em quarto lugar e fora do Campeonato Mundial de Futebol Sub-17 de 1993. Recebeu a primeira chance na principal em março de 1994, às vésperas da Copa do Mundo naquele ano, em jogo contra a Argentina.
Foi usado também em amistoso contra a Islândia em maio, o último antes da convocação a ser feita pelo técnico Carlos Alberto Parreira. Ronaldo marcou um dos gols na vitória por 3 x 0 e foi incluído pelo treinador entre os 22 convocados, desbancando o experiente Evair. Já nos Estados Unidos, entretanto, não agradou a Parreira nos treinamentos, e foi deixado de lado. Na decisão, muitos já pediam pelo garoto de dezessete anos, o mais jovem daquele mundial, mas Parreira preferiu chamar do banco Viola.
Ainda assim, o jogador, campeão sem jogar, já despertava certezas de seu potencial. Enzo Bearzot, técnico da Itália na vitoriosa Copa do Mundo de 1982, já o chamava de "fenômeno", e o pensamento geral era de que o garoto triunfaria na Copa seguinte. Um ano depois, Ronaldo conseguiu seu primeiro troféu com a Seleção principal, em um torneio amistoso organizado pela Umbro entre as Seleções cujos uniformes eram feitos pela empresa britânica. Ele marcou um dos gols no 3 x 1 contra a Inglaterra, em pleno Wembley, na decisão. Em 1995, ainda sem espaço, integrou o grupo que disputou e perdeu a Copa América daquele ano, para o anfitrião Uruguai.
Já como seu lugar Seleção, retornou com a delegação brasileira aos Estados Unidos, agora para participar das Olimpíadas de 1996. Devido à recuperação da lesão que lhe tirara lugar no PSV, Ronaldo foi poupado da partida inaugural, com o técnico Zagallo escalando Sávio em seu lugar. Como o Brasil vergonhosamente perdeu para o Japão, foi escalado como titular já no segundo jogo. Nos Jogos de Atlanta, Ronaldo marcaria cinco gols e seria um dos poucos poupados quando o Brasil caiu nas semifinais perante a Nigéria, restando um bronze decepcionante.

Como a grande estrela

Um ano depois, agora uma estrela mundial, vindo de grande temporada no Barcelona, Ronaldo jogou a Copa América de 1997 e voltou campeão, com cinco gols marcados, jogando contra a anfitriã, a Bolívia, na altidude de La Paz (em que ele marcou uma vez na vitória de 3 x 1). Pouco depois, participou ativamente do primeiro título do Brasil na Copa das Confederações de 1997. Todavia, tinha de conviver em meio à conquista com um séquito de jornalistas à caça de sua imagem, tirando-lhe bastante espaço, tranqulidade e calma. Um ano depois, sendo o principal personagem e referência da seleção - ainda mais após o corte de Romário -, jogou pela primeira vez uma Copa do Mundo.
O mundial da França, no ano seguinte, prometia ser a sua consagração. Ronaldo, que foi ao torneio como duas vezes o melhor jogador do mundo pela FIFA, marcou quatro vezes: um contra o Marrocos (3 x 0), na primeira fase; dois contra o Chile (4 x 1), nas oitavas; e um contra os Países Baixos (1 x 1), nas semifinais, tendo ainda acertado a sua cobrança na decisão por pênaltis nesta partida. Tudo isso a despeito de sofrer com lesões na perna (que ele tratava com analgésicos), agravadas na partida contra o Marrocos; na Copa de 1998, Ronaldo deu arranques curtos seguidos por períodos de quase apatia em campo. A mídia também não ajudava: durante o torneio, mais de mil jornalistas andavam atrás do astro, bem como os patrocinadores.
Horas antes da decisão, contra a anfitriã França, Ronaldo foi abatido por uma misteriosa convulsão, diagnosticada desde como estresse até como ataque epilético. Deixou o hospital onde foi levado apenas 75 minutos antes da partida. Vendo que seu principal jogador não tinha condições de jogo, Zagallo optou por escalar Edmundo em seu lugar, mas o próprio Ronaldo apareceu, a 40 minutos do início da partida, declarando-se apto, o que dividiu o grupo entre aqueles que defendiam não mais alterações na escalação, já divulgada, como aqueles que queriam a inclusão do Fenômeno entre os finalistas titulares.
Ronaldo mal andou em campo, apenas observando os franceses ganharem por 3 x 0 e levarem pela primeira vez a Copa. O assunto continuou a render por muito tempo, sendo abordado até quando Ronaldo foi chamado a comparecer em uma CPMI, em 2001. Uma provável causa foi os altos níveis de estresse decorrentes da pressão exercida pela imprensa, patrocinadores e da torcida brasileira, que esperava muito dele.
Como na Copa de 1998, na Copa América de 1997 e nas Olimpíadas de 1996, marcou outros cinco gols na Copa América de 1999, dois deles contra os rivais Argentina (2 x 1, quartas-de-final) e Uruguai (3 x 0, decisão). Afastado dos jogos da Internazionale devido ao joelho estourado, acabou não chamado para a Copa das Confederações de 1999, em que o Brasil perdeu o título para o México. Seguidas lesões no joelho, a mais grave em 2000, foram lhe afastando também da Seleção.

Renascendo para a Seleção e o futebol

Sem ritmo de jogo e com uma imensa cicatriz no joelho direito, foi ainda assim chamado para a Copa do Mundo de 2002 por Luiz Felipe Scolari. Depois de dois anos, voltou a jogar pela Seleção em março, em amistoso contra a Iugoslávia. Voltou a marcar no final de maio, contra a Malásia. A Copa veio e o Fenômeno ressurgiu, marcando oito vezes, deixando de anotar um tento apenas contra a Inglaterra. A artilharia do mundial incluiu os dois gols na decisão, contra a Alemanha.
A campanha na Copa foi determinante para que ele voltasse a ser levado seriamente, bem como para que recebesse pela terceira vez o prêmio de melhor jogador do mundo pela FIFA, ao final do ano. Ronaldo voltou a ser intocável na Seleção, o que incluiu regalias dadas pelo técnico Carlos Alberto Parreira, que o dispensava de competições menos priorizadas, costumando chamá-lo apenas para as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006. Quatro anos se passaram sem que Ronaldo disputasse algum torneio pelo Brasil, só sendo chamado por conta do mundial da Alemanha. Na ocasião, ele já não era a maior estrela do Brasil, e sim seu xará e fã Ronaldinho Gaúcho, com quem compunha o "Quadrado Mágico", ao lado de Kaká e Adriano.
Na Copa, o país apresentou um futebol decepcionante. Ronaldo foi ao torneio longe da melhor forma física. Ainda assim, demonstrou lampejos de craque, marcando três vezes. O terceiro deles, que o fez ultrapassar o alemão Gerd Müller e tornar-se, com a soma de quinze gols, o maior artilheiro das Copas do Mundo, surgiu em bela jogada individual em que driblou o goleiro de Gana. A partida, válida pelas oitavas-de-final, terminou com vitória canarinha por 3 x 0 e abriu esperanças de uma revanche contra a França de Zinédine Zidane, carrasco do mundial de 1998 e colega de Ronaldo no Real Madrid.
Os brasileiros, entretanto, jogaram apaticamente contra os franceses, e Zidane exibiu sua melhor forma, chegando a realizar um drible de chapéu em Ronaldo. O Brasil terminou eliminado ali e o Fenômeno foi um dos crucificados pela interrupação do sonhado hexacampeonato, não sendo mais chamado pela Seleção desde então.

Polêmica

Na madrugada do dia 28 de abril de 2008, Depois de uma festa na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, na qual comemorava uma vitória do Flamengo, Ronaldo passou pela orla da Barra, e chamou o travesti André Luiz Ribeiro Albertini, conhecido como Andréia Albertini, a quem levou para o motel Papillon. A eles se juntaram ainda outros dois travestis. Ainda no motel o travesti decidiu chantagear Ronaldo.No fim de 2008, o caso chegou aos tribunais. André foi acusado formalmente por extorsão contra o jogador.
Em 3 de outubro de 2008 o apartamento em que morava Albertini pegou fogo, morrendo um travesti que era seu colega de quarto.
André Albertini morreu no início de julho de 2009, aos 22 anos, na cidade de Mauá, devido a uma meningite — de acordo com o hospital que a atendeu, a meningite se manifestou pelo do enfraquecimento do sistema imunológico em decorrência de AIDS.

Estatísticas

Abaixo estão as estatísticas de Ronaldo ao longo de toda a sua carreira.

Clubes

Clube Temporada Campeonato
nacional
Copa
nacional
Competições
continentais¹
Outros
torneios²
Total
Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols
Brasil Cruzeiro 1993 14 12 — 6 8 1 0 20³ 20
1994 — — 8 2 18 22 26 24
Total 14 12 — 14 10 19 22 46³ 44
Países Baixos PSV Eindhoven 1994–95 33 30 1 2 2 3 — 36 35
1995–96 13 12 3 1 5 6 — 21 19
Total 46 42 4 3 7 9 — 57 54
Espanha Barcelona 1996–97 37 34 5 8 7 5 — 49 47
Total 37 34 5 8 7 5 — 49 47
Itália Internazionale 1997–98 32 25 4 3 11 6 — 47 34
1998–99 19 14 3 0 6 1 — 28 15
1999–00 7 3 1 0 0 0 — 8 3
2000–01 0 0 0 0 0 0 — 0 0
2001–02 10 7 1 0 5 0 — 16 7
Total 68 49 9 3 22 7 — 99 59
Espanha Real Madrid 2002–03 31 23 1 0 12 7 — 44 30
2003–04 32 24 7 3 9 4 — 48 31
2004–05 34 21 1 0 10 3 — 45 24
2005–06 23 14 2 1 2 0 — 27 15
2006–07 7 1 2 1 4 2 — 13 4
Total 127 83 13 5 37 16 — 177 104
Itália Milan 2006–07 14 7 0 0 0 0 — 14 7
2007–08 6 2 0 0 0 0 — 6 2
Total 20 9 0 0 0 0 — 20 9
Brasil Corinthians 2009 20 12 8 3 — 10 8 38 23
2010 11 6 — 7 3 9 3 27 12
2011 - - — 2 0 2 0 4 0
Total 31 18 8 3 9 3 21 11 69 35
Total na Carreira 343 247 39 22 94 50 39 33 517 352
¹Na categoria Continental estão incluidos jogos da Copa Libertadores da América, Supercopa Libertadores, Recopa Sul-Americana, UEFA Champions League e UEFA Cup Winners' Cup
²Na categoria Outros torneios estão incluidos jogos do Campeonato Mineiro e Campeonato Paulista
³No dia 26 de setembro de 1993, Ronaldo participou da partida entre Cruzeiro e São Paulo, que foi válida tanto pelo Campeonato Brasileiro quanto pela Recopa Sul-Americana.

Seleção Brasileira

Ano
Jogos Gols Média
1994 4 1 0,25
1995 6 3 0,50
1996 4 5 1,25
1997 20 15 0,75
1998 10 5 0,50
1999 10 7 0,70
2000 0 0 0
2001 0 0 0
2002 12 11 0,91
2003 8 3 0,37
2004 11 6 0,54
2005 5 1 0,20
2006 7 5 0,71
2011 1 0 0
Total 98 62 0,63

Gols em Copa do Mundo

Estão listados abaixo os quinze gols que tornaram Ronaldo o maior artilheiro de todas as edições da Copa do Mundo FIFA. Foram quatro gols em 1998, oito em 2002 e três em 2006. Em 1994, Ronaldo foi convocado mas não chegou a entrar em campo.
# Data Local Adversário Placar Resultado Edição
1. 16 de junho de 1998 Stade de la Beaujoire, Nantes, França Flag of Morocco.svg Marrocos 1–0 3–0 1998
2. 27 de junho de 1998 Parc des Princes, Paris, França Flag of Chile.svg Chile 3–0 4–1 1998
3. 27 de junho de 1998 Parc des Princes, Paris, França Flag of Chile.svg Chile 4–1 4–1 1998
4. 7 de julho de 1998 Stade Vélodrome, Marselha, França Países Baixos Países Baixos 1–0 1–1 1998
5. 3 de junho de 2002 Munsu Cup Stadium, Ulsan, Coreia do Sul Flag of Turkey.svg Turquia 1–1 2–1 2002
6. 8 de junho de 2002 Jeju World Cup Stadium, Seogwipo, Coreia do Sul Flag of the People's Republic of China.svg China 4–0 4–0 2002
7. 13 de junho de 2002 Suwon World Cup Stadium, Suwon, Coreia do Sul Flag of Costa Rica.svg Costa Rica 1–0 5–2 2002
8. 13 de junho de 2002 Suwon World Cup Stadium, Suwon, Coreia do Sul Flag of Costa Rica.svg Costa Rica 2–0 5–2 2002
9. 17 de junho de 2002 Kobe Wing Stadium, Kobe, Japão Flag of Belgium (civil).svg Bélgica 2–0 2–0 2002
10. 26 de junho de 2002 Saitama Stadium, Saitama, Japão Flag of Turkey.svg Turquia 1–0 1–0 2002
11. 30 de junho de 2002 Estádio Internacional de Yokohama, Yokohama, Japão Bandeira da Alemanha Alemanha 1–0 2–0 2002
12. 30 de junho de 2002 Estádio Internacional de Yokohama, Yokohama, Japão Bandeira da Alemanha Alemanha 2–0 2–0 2002
13. 22 de junho de 2006 Westfalenstadion, Dortmund, Alemanha Flag of Japan.svg Japão 1–1 4–1 2006
14. 22 de junho de 2006 Westfalenstadion, Dortmund, Alemanha Flag of Japan.svg Japão 4–1 4–1 2006
15. 27 de junho de 2006 Westfalenstadion, Dortmund, Alemanha Flag of Ghana.svg Gana 1–0 3–0 2006

Títulos

Cruzeiro
  • Copa do Brasil: 1993
  • Campeonato Mineiro: 1994
PSV Eindhoven
  • Copa dos Países Baixos: 1996
Barcelona
  • Supercopa da Espanha: 1996
  • Copa da Espanha: 1997
  • Recopa Europeia: 1997
Internazionale
  • Copa da UEFA: 1998
Real Madrid
  • Copa Intercontinental: 2002
  • Campeonato Espanhol: 2003, 2007
  • Supercopa da Espanha: 2003
Milan
  • Trofeo Luigi Berlusconi: 2007 e 2008
Corinthians
  • Campeonato Paulista: 2009
  • Copa do Brasil: 2009
Seleção Brasileira
  • Copa do Mundo da FIFA: 1994 e 2002
  • Copa América: 1997 e 1999
  • Copa das Confederações: 1997
  • Olimpíadas: Medalha de bronze em 1996

Prêmios individuais

  • Melhor jogador do mundo pela FIFA: 1996, 1997 e 2002
  • Ballon d'Or: 1997 e 2002
  • Onze d'Or: 1997 e 2002
  • Melhor jogador do mundo pela revista World Soccer: 1996, 1997 e 2002
  • Chuteira de Ouro da UEFA: 1997
  • Trofeo Bravo: 1997 e 1998
  • Melhor jogador da Copa do Mundo FIFA: 1998
  • Melhor jogador da final do Mundial Interclubes: 2002
  • Golden Foot: 2006
  • Melhor jogador do Campeonato Paulista: 2009
  • Brasileiro do Ano, pela Revista Isto É: 2009

Artilharias

  • Supercopa Libertadores de 1993 (12 gols)
  • Campeonato Mineiro de 1994 (23 gols)
  • Campeonato Neerlandês de 1994/95 (30 gols)
  • Campeonato Espanhol de 1996/97 (34 gols)
  • Copa América de 1999 (5 gols)
  • Copa do Mundo de 2002 (8 gols)
  • Campeonato Espanhol de 2003/04 (25 gols)
  • Maior artilheiro da história das Copas do Mundo (15 gols em 4 edições): 1994 (não jogou), 1998 (4 gols), 2002 (8 gols) e 2006 (3 gols)

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