quarta-feira, 13 de junho de 2012

Ronaldo Fenômeno

Ronaldo Luís Nazário de Lima, mais conhecido como Ronaldo ou também Ronaldo Fenômeno ou ainda Ronaldinho (Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1976), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como centroavante.
Já era conhecido como Ronaldo no início da carreira, sendo por algum tempo chamado de Ronaldinho. O diminutivo surgiu na Copa do Mundo de 1994, quando a Seleção Brasileira foi com dois Ronaldos; o mais velho, jogador do São Paulo, tornou-se Ronaldão. Já o apelido de Fenômeno surgiu em sua arrebatadora temporada no Barcelona.
É o maior artilheiro da história das Copas do Mundo com quinze gols. É um dos poucos jogadores que estiveram dos dois lados de duas grandes rivalidades europeias: ele defendeu os espanhóis Barcelona e Real Madrid e os milaneses Internazionale e Milan.
Iniciou seu caminho no futebol no futsal do Valqueire Tênis Clube, transferindo-se cedo para o Social Ramos Clube do Rio de Janeiro, para logo em seguida mudar-se para o São Cristóvão, também carioca. Porém foi no Cruzeiro que se profissionalizou e alcançou a fama como atleta no segundo semestre de 1993.
Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.

Informações pessoais
Nome completo Ronaldo Luís Nazário de Lima
Data de nasc. 22 de Setembro de 1976 (34 anos)
Local de nasc. Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Altura 1,83 m
Destro
Apelido Fenômeno, Ronaldinho, R9
Informações profissionais
Posição Centroavante
Clubes de juventude

Brasil Valqueire
Brasil Social Ramos
Brasil São Cristóvão
Brasil Cruzeiro
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1993–1994
1994–1996
1996–1997
1997–2002
2002–2007
2007–2008
2009–2011
Total
Brasil Cruzeiro
Países Baixos PSV Eindhoven
Espanha Barcelona
Itália Internazionale
Espanha Real Madrid
Itália Milan
Brasil Corinthians
46 (44)
57 (54)
49 (47)
99 (59)
177 (104)
20 (9)
69 (35)
517 (352)
Seleção nacional
1994–2011 Brasil Brasil 98 (62)
Medalhas
Jogos Olímpicos
Bronze Atlanta 1996 Equipe


Carreira

Primeiros anos

Ronaldo teve uma infância pobre, embora não miserável. Apaixonado por futebol, costumava matar aulas em Bento Ribeiro para dançar no clube Valqueire Tênis Clube, perto de sua casa. Chegou a tentar treinar no Flamengo, mas por não ter dinheiro para pagar as quatro conduções até a sede do time, foi parar no São Cristóvão. Além de ser mais perto de sua casa, o próprio clube lhe deu dinheiro para o transporte.
Aos 14 anos, teve seu passe comprado pelos empresários Alexandre Martins e Reinaldo Pitta por US$ 7.500. O jovem, que não conseguiu treinar no Flamengo, seria "perdido" por outros dois grandes clubes, Botafogo e São Paulo: para o alvinegro, o emprésario Reinaldo Pitta quis doar 50% do passe do jovem, que teria uma boa vitrine. Com a negativa, Ronaldo foi oferecido por 25 mil reais ao tricolo, que quis pagar 15 mil.
Jairzinho o viu no São Cristóvão e pagou dez mil dólares pelo menino. Revendeu-o para uma ex-equipe sua, o Cruzeiro. A equipe mineira ficou convencida a aceitá-lo após Ronaldo salvar-se em meio à má campanha da Seleção Brasileira sub-17 que disputou no campeonato sul-americano da categoria, em que o garoto foi artilheiro com oito gols, enquanto o Brasil terminou em quarto lugar e fora do Campeonato Mundial de Futebol Sub-17 de 1993, primeira e única vez em que o time não se classificou para o torneio.

Cruzeiro e a Seleção

Foi com 16 anos que Ronaldo fez sua estreia no futebol profissional, defendendo o Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro de 1993. Na Raposa, foi logo tratado como fora-de-série, sendo o primeiro atleta amador a viver na concentração dos profissionais. Antes do torneio nacional, Ronaldo havia disputado somente amistosos e partidas de nível local pelo Cruzeiro, além de acompanhar a delegação do time à Porto Alegre, onde ocorreria a decisão da Copa do Brasil, contra o Grêmio.
Seu primeiro gol pelo time profissional foi marcado em amistoso contra a equipe portuguesa d'Os Belenenses, cuja torcida o aplaudiu de pé ao fim da partida. Voltou da excursão por Portugal despertando interesses italianos, recebendo a primeira sondagem da Internazionale de Milão, recusada mesmo com proposta de 500 mil dólares - uma valorização de 1000% do seu passe em cinco meses. Já a primeira exibição em rede nacional de televisão foi em 7 de setembro daquele ano, em um jogo do seu clube, Cruzeiro, contra o Corinthians.
Destaque da equipe cruzeirense naquele Brasileiro, Ronaldo marcou 12 gols no torneio nacional em 14 partidas, tendo sido o terceiro maior goleador da competição. Em uma de suas memoráveis partidas, o atacante marcou 5 gols contra o Bahia, humilhando o celebrado goleiro adversário, o uruguaio Rodolfo Rodríguez, que perdeu a bola para ele em um dos gols. Jogando também na equipe júnior, foi artilheiro do Cruzeiro na Supertaça Minas Gerais e tirou o clube de um jejum de quatro anos sem vencer o rival Atlético Mineiro na categoria.
Ainda naquele ano, o jovem Ronaldo sagrou-se artilheiro da Supercopa da Libertadores, com 8 gols, e foi convocado para jogar na Seleção Brasileira sub-17. A decisão seguinte foi a Recopa Sul-Americana, contra o São Paulo. Nela, Ronaldo teve seu primeiro grande revés como profissional: a decisão encaminhou-se para os pênaltis e Zetti defendeu a cobrança do jovem, garantindo o título aos tricolores. O ano terminou com o seu passe valendo 10 milhões de dólares.
Na temporada seguinte, em , Ronaldo seguiu mais uma vez como destaque do Cruzeiro. O atacante foi o artilheiro do Campeonato Mineiro, com 22 gols. Logo, o jovem jogador chamou a atenção de clubes europeus e, em uma transferência de 6 milhões de dólares, vai para o PSV Eindhoven (dos Países Baixos). Ronaldo deixou o Cruzeiro pouco antes da Copa do Mundo de 1994, com uma expressiva marca de 44 gols em 46 partidas.

PSV Eindhoven

No PSV Eindhoven, dos Países Baixos, Ronaldo destacou-se mais uma vez como artilheiro, tendo marcado 54 gols em 57 partidas no total. No Campeonato Neerlandês, mesmo sem dominar a língua neerlandesa (o que lhe atrapalhava na comunicação com os colegas), foi artilheiro com 30 gols, doze a mais que o rival criado pela imprensa para ele, Patrick Kluivert, dois meses mais velho e jogador do Ajax. O Ajax, cujo forte time seria campeão da Liga dos Campeões da UEFA, acabaria campeão também da Eredivisie - o PSV terminou em terceiro.
A Inter de Milão continuava a rondar - ao final da temporada, em maio, um representante sondou os dirigentes do PSV, e o próprio vice-presidente foi conversar com o jogador na véspera de um Brasil x Uruguai (em que ele marcou os dois gols na vitória por 2 x 0). Os interistas, no momento, acabaram fechando com outro membro da delegação brasileira, Caio.
Ainda em 1995, seus primeiros problemas no joelho começaram a se manifestar. A primeira cirurgia ocorreria em fevereiro do ano seguinte, após uma ressonância magnética constatar inflamações nos joelhos e calcificação no direito, joelho em que passou então por uma "raspagem" na cartilagem. Apesar da recomendação de passar por uma recuperação lenta, no final de abril Ronaldo já estava de volta aos campos, mas frequentando o banco. A reserva imposta pelo técnico Dick Advocaat começou a irritá-lo. Ronaldo não perdoaria o treinador após ser usado apenas nos quinze minutos finais da decisão da Copa dos Países Baixos. O torneio foi conquistado, no que seria a última partida do jovem na equipe da Philips: voltaria dos Jogos Olímpicos de Verão de 1996 já como jogador do Barcelona.

Barcelona

Surge o "Fenômeno"

No meio daquele ano, Ronaldo transferiu-se para o Barcelona, da Espanha, por 20 milhões de dólares, à semelhança de sua dupla de ataque na Seleção Brasileira, Romário, outro a sair do PSV rumo ao Barça. Ronaldo faria juz ao dinheiro gasto, fechando o ano de 1996 com dezessete gols em vinte partidas. Acabaria eleito pela primeira vez o melhor jogador do mundo pela FIFA. Suas atuações lhe valeram o apelido de El Fenómeno.
A temporada 1996/97, sua única pelo clube catalão, encerrou-se sem o título espanhol, que por dois pontos ficou com o rival Real Madrid. Ainda assim, Ronaldo, artilheiro do Espanhol com 34 gols em 37 jogos, levantou a Copa do Rei e a Recopa Europeia, com gol dele na decisão contra o Paris Saint-Germain. Feliz na Catalunha, foi com espanto que divulgou-se que a Internazionale finalmente conseguira acertar com ele, pagando a multa rescisória de 32 milhões de dólares; a razão teria sido a negação do presidente blaugrana Josep Lluis Núñez em aumentar o salário do atacante.

Internazionale

Os empresários Pitta e Martins, que pediram pelo aumento, negociaram com outras equipes italianas, dentre elas Juventus e Lazio, até fechar com a Inter. Ronaldo estava na Noruega, onde o Brasil faria amistoso contra a seleção local (perderia por 2 x 4), quando a transferência foi concretizada, e não escondeu a decepção em deixar o Barcelona. Ainda assim, declarou-se feliz com o desafio de jogar na Itália. O contrato seria assinado em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde realizava-se a Copa América.
A Inter não ganhava o Campeonato Italiano havia sete anos e Ronaldo, usando a camisa 10 (o seu característico número 9 pertencia ao chileno Iván Zamorano) não decepcionou o clube: encerrou o ano de 1997 com quatorze gols em dezenove jogos oficiais, e novamente eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA. Ele, agora Il Fenomeno, recebeu também a Bola de Ouro da France Football (a publicação francesa o ignorara no ano anterior em favor do alemão Matthias Sammer).
Na Inter, Ronaldo continou a fazer seus gols e terminaria o campeonato na vice-artilharia, com 25, dois a menos que o alemão Oliver Bierhoff, mas sendo o estrangeiro que mais gols fez em sua temporada de estreia na Serie A. Entretanto, o título seria polemicamente perdido para a arquirrival Juventus, em um confronto direto em que um pênalti não-marcado de Mark Iuliano sobre ele repercutiu por semanas no país. 1997/98 veria como consolação o título da Copa da UEFA.

As primeiras graves lesões

A temporada 1998/99 começou com a sua convulsão pouco antes da final da Copa do Mundo de 1998 ainda rendendo comentários. A Inter fez um campeonato ruim e viu o outro rival, o Milan, ganhar o título. Usando finalmente o número 9 (Zamorano ficou com a camisa 1+8), Ronaldo pouco jogaria pelos nerazzurri, por diversos fatores: ora tendinite, ora compromissos com patrocinadores (Brahma, Parmalat, Pirelli e Nike), ora a Seleção Brasileira. 1999/00 seria de menos partidas ainda: em jogo contra o Lecce, estourou o joelho e teria de esperar cinco meses para voltar aos gramados.
Ronaldo voltou em 12 de abril de 2000, uma semana após o nascimento de seu filho Ronald, em jogo válido pelas decisões da Copa da Itália, contra a Lazio. Mal entrou em campo, seu joelho direito cedeu no primeiro drible, saindo do lugar. No dia seguinte, iniciou nova recuperação, desta vez bem mais lenta: oito meses foram inicialmente previstos, que depois resultariam em quinze. 2001 veio e Ronaldo continuou sua volta gradual e cuidadosamente. Voltou a jogar oficialmente em partida da Copa da UEFA, contra o Braşov, da Romênia. Pequenas contraturas e estiramentos, entretanto, impediram-no de jogar normalmente naquele ano.
A temporada 2001/02 prosseguiu com ele sendo utilizado ocasionalmente. A Inter liderava o campeonato e poderia finalmente quebrar o jejum, que se arrastava já havia doze anos. Na última rodada, a adversária seria a mesma Lazio que trazia más recordações ao atacante. Acaso ou não, a Internazionale perdeu por 2 x 4 e a taça parou na rival Juventus. Substituído no decorrer do jogo, Ronaldo chorou para as câmeras.
Tempos de mudança vieram após a surpreendente Copa do Mundo de 2002. Milão recebeu de braços abertos o comandante do pentacampeonato da Seleção Brasileira. Ronaldo, entretanto, começou a forçar a sua saída. A razão seria a permanência do técnico Héctor Cúper, a quem acusava de usá-lo em campo sem condições físicas. Ronaldo deixou a Inter tendo ganho apenas uma Copa da UEFA em cinco anos, com a torcida sentindo enorme ingratidão do brasileiro: para eles, o atacante virou Il Fuggitivo, ainda mais em função de que outra razão para a saída seria a insatisfação do jogador em receber menos que os colegas Christian Vieri e Álvaro Recoba.

Real Madrid

nicialmente, Ronaldo se ofereceu à sua ex-equipe, o Barcelona. Em crise, o clube catalão não podia arcar com a multa rescisória. O rival Real Madrid então veio e, por 39 milhões de euros, o levou em 31 de agosto de 2002, quando se esgotava o prazo para as inscrições na temporada 2002/03. Estreou no clube merengue em partida contra o Alavés. Marcou duas vezes em vitória por 4 x 2. Apesar da ótima estreia, sofreria com vaias nos jogos seguintes, em decorrência da frequência apenas razoável de gols, e também pelo fato de que seus substitutos contumazes - Fernando Morientes, Guti e Javier Portillo - costumarem marcar nos poucos minutos em que tinham em campo. Substituições, por sinal, frequentes: nos 35 primeiros jogos em que fez pelo Real, saiu no decorrer de 22 partidas.
Mesmo eleito pela terceira vez o melhor jogador do mundo pela FIFA ao final de 2002, as vaias só sossegaram após sua grande atuação contra o Manchester United, na Liga dos Campeões da UEFA. Na casa do adversário, em Old Trafford, Ronaldo marcou três vezes na derrota por 3 x 4, que classificou o time às semifinais. Entretanto, novamente a Juventus apareceu-lhe: o clube italiano acabou eliminando os blancos nas semifinais. A frustração foi compensada com o título espanhol, o primeiro campeonato nacional em que Ronaldo saboreou conquistar. O troféu, disputado acirradamente com a Real Sociedad, foi garantido com vitória sobre o Athletic Bilbao com dois gols dele, que, com 23 tentos, foi o artilheiro da Liga.
Ronaldo foi a terceira contratação dita galáctica do time madrilenho: os dois primeiros foram seu ex-colega de Barcelona, Luís Figo, em 2000; e o francês Zinédine Zidane, em 2001. O clube reunia ainda as estrelas mundiais Raúl e Roberto Carlos. A temporada de 2003/04 começou com um novo galáctico, este em que o peso das receitas de marketing eram assumidamente maiores do que o da técnica: David Beckham.
O estelar elenco acabaria naufragando nos torneios: ficou apenas em quarto no Espanhol, perdeu a decisão da Copa do Rei para o fraco Real Zaragoza e, na Liga dos Campeões da UEFA, caiu ante ao futuro vice-campeão Monaco. O jejum continuou na de 2004/05 e 2005/06; para piorar, foram temporadas em que o rival Barcelona conseguiu o título espanhol em ambas, além da Liga dos Campeões da UEFA na segunda.
A temporada 2006/07 começou sem Florentino Pérez, responsável pelas contratações galáticas, na presidência, e com o clube preocupando-se em voltar aos títulos. Ronaldo passou a ser sombreado pela contratação de Ruud van Nistelrooy. Sem espaço, constantemente criticado pelo seu peso, Ronaldo decidiu deixar o Real no decorrer da temporada.

Milan

Acertou sua volta à Milão, mas não na Internazionale e sim em um rival: o Milan. A transferência foi oficializada em 18 de janeiro de 2007 pela bagatela de 7,5 milhões de euros, e Ronaldo recebeu a camisa de número 99, já que a 9 já pertencia a Filippo Inzaghi.
O Milan tinha poucas condições de vencer o Campeonato Italiano: iniciara a competição com oito pontos negativos, como punição do envolvimento do clube no que ficou conhecido como Calciocaos, escândalo de manipulação de resultados. Na Liga dos Campeões da UEFA, Ronaldo não poderia jogar: o regulamento impedia que um mesmo jogador defenda duas equipes diferentes, e ele já havia atuado pelo Real. Acabaria assistindo das tribunas os colegas vencerem o torneio. No Milan, ele voltou a deixar crescer os cabelos, em uma forma de diferenciar-se dos tempos de Internazionale, onde ostentava uma careca bem raspada.
A estrutura do clube rossonero permitiu-lhe descobrir que possuía hipotireodismo, razão de sua engorda. Ronaldo tratou o problema e iniciou a temporada 2007/08 cinco quilos e meio mais magro. O Fenômeno também formou um trio com os compatriotas Kaká e Alexandre Pato denominado Ka-Pa-Ro.
A promissora temporada, entretanto, acabaria para ele em 13 de fevereiro de 2008, no jogo contra o Livorno. Após substituir Gilardino no segundo tempo, Ronaldo, em sua primeira participação no jogo, acabou se lesionando na hora de um salto, saindo de campo em seguida chorando, em uma noite que relembrou a ocasião em que lesionou o joelho contra a Lazio, em 2000. A temporada 2007/08 encerrou-se com Ronaldo parado e desligado do Milan, que decidiu não renovar o seu contrato.

Treinamento no Flamengo

Após sua saída do Milan, Ronaldo manifestou algumas vezes o desejo de defender o Flamengo, do qual é torcedor declarado. O craque chegou a treinar no clube da Gávea a partir de setembro para recuperar-se da cirurgia no joelho. Já havia sido sondado pelo time do coração no início do ano, quando o Flamengo estava fazendo propostas para a disputa da Copa Libertadores da América. Na ocasião, porém, as conversas não prosseguiram.
Já há vários dias no centro de treinamento do Flamengo, ao que parecia ele voltaria ao futebol europeu, onde havia boatos de sua contratação pelo Manchester City, da Inglaterra, e o Paris Saint-Germain, da França.

Corinthians

A princípio, o interesse do Corinthians na contratação de Ronaldo foi tratado como algo impossível no Parque São Jorge. Em uma reunião para falar sobre a permanência do atacante Morais na equipe corintiana, também empresariado por Fabiano Farah, o assunto Fenômeno surgiu na pauta. Após vários dias treinando na Gávea e sem receber nenhum projeto para ficar no clube, Ronaldo acertou a sua volta ao Brasil depois de 14 anos pelo Corinthians. Em 9 de dezembro de 2008, o anuncio da contratação do Fenômeno foi feito pelo presidente corintiano Andrés Sanchez através do site oficial do clube. Em 12 de dezembro, a diretoria organizou uma festa pela chegada do jogador no clube com a presença de torcedores no Estádio Alfredo Schürig. Ronaldo assinou oficialmente o contrato em 17 de dezembro. O atacante receberia o valor fixo de 400 mil reais mais valor no patrocínio da camisa do clube, onde 20% seriam do patrocinador principal e 80% de manga e calção.
Durante os primeiros dois meses no Corinthians, Ronaldo realizou trabalhos físicos para que pudesse ter condições para retornar aos gramados. Aos poucos, o jogador começou a treinar junto aos demais atletas do elenco corintiano e aumentavam as expectativas para sua reestreia no futebol brasileiro.
No dia 4 de março de 2009, Ronaldo fez seu retorno ao futebol em partida contra o Itumbiara pela Copa do Brasil. O jogador, que começou o jogo entre os reservas, jogou por vinte e sete minutos durante o segundo tempo.
Na partida seguinte, no clássico contra o Palmeiras, em 8 de março de 2009, pelo Campeonato Paulista o técnico Mano Menezes novamente deixou Ronaldo entre os reservas e o colocou durante o segundo tempo. E aos 47min do segundo tempo, o "Fenômeno" marcou seu primeiro gol como jogador do Corinthians (de cabeça, após cobrança de escanteio realizada por Douglas), gol este que assegurou o empate contra a equipe palmeirense. O gol foi assunto em vários portais de notícias em todo o mundo. Três dias depois, em sua terceira partida após seu retorno ao futebol, contra o São Caetano, Ronaldo foi escalado pela primeira vez como titular. Além de jogar durante mais de 80 minutos, o atacante marcou o gol da vitória corintiana. Nesta campanha do Corinthians no Campeonato Paulista, Ronaldo mostrou-se um dos principais jogadores da equipe, mesmo muito acima do seu peso ideal, marcou oito gols nas dez partidas que disputou, e novamente chamou a atenção internacional por suas atuações destacadas, especialmente na segunda partida da semifinal contra o São Paulo e na decisão contra o Santos, onde o Corinthians sagrou-se campeão do Paulistão daquele ano. Ainda neste mesmo ano, foi fundamental para o título da Copa do Brasil, marcando um gol na partida de ida da decisão, contra o Internacional, e garantindo a vaga para a Copa Libertadores da América do ano seguinte. Finalizou sua primeira temporada no Timão com um total de 23 gols, sendo 12 deles pelo Campeonato Brasileiro.
O ano de 2010 não foi tão bom para Ronaldo. Em má forma e sofrendo com seguidas lesões, o Fenômeno entrou em campo poucas vezes naquele ano e viu o Corinthians ser eliminado pelo Flamengo na Libertadores, principal ambição do clube no ano de seu centenário. Neste ano, foram apenas 27 partidas realizadas pelo jogador, sendo onze pelo Campeonato Brasileiro, onde marcou seis gols.
Jogando com a camisa do Corinthians, Ronaldo foi campeão logo nos dois primeiros torneios que disputou: Campeonato Paulista 2009 e Copa do Brasil 2009. Além dos resultados esportivos, a parceria entre Ronaldo e Corinthians também rendeu fora de campo, onde o valor de patrocínio do clube chegou a 30 milhões de reais, maior valor pago a um clube brasileiro na história. Porém, o principal propósito do time corintiano, a Copa Libertadores da América, não foi conquistado pelo jogador, já que o time foi eliminado pelo Flamengo em 2010, devido a regra do gol fora de casa, e pelo Deportes Tolima em 2011, ainda na fase preliminar, conhecida como Pré-Libertadores.

Aposentadoria

Após a desclassificação precoce na Copa Libertadores da América de 2011, Ronaldo não conseguiu mais suportar suas dores físicas, e decidiu anunciar oficialmente a sua aposentadoria em 14 de fevereiro de 2011, numa coletiva de imprensa. Segundo ele, sua aposentadoria se deu pelo fato de estar enfrentando seguidas lesões, inclusive revelando que sofria hipotireoidismo, um disturbio metabólico que desacelera o metabolismo e dificulta a perda de peso. O jogador afirmou que o problema poderia ser resolvido com ingestão de hormônios, porém, esta prática é proibida no futebol, e acarretaria numa suspensão por doping. Porém, médicos discordam que o tratamaneto seja confundido com doping e o próprio médico do clube Corinthians afirmou que Ronaldo não tinha esta doença. Além do mais esta doença evita emagrecer mas não engorda.
Cquote1.svg Depois de mais uma lesão, eu refleti muito em casa e decidi que era o momento. Que não ia esperar mais e tinha realmente dado o máximo que eu nunca imaginei que poderia chegar. É muito duro abandonar o que te deixa feliz, tem tanto amor e poderia seguir porque mentalmente e psicologicamente ainda quero muito. Mas também tenho que assumir algumas derrotas. Eu perdi para o meu corpo. Cquote2.svg
Ronaldo, sobre sua aposentadoria.

Seleção Brasileira

O início

Ronaldo recebeu as primeiras convocações para as seleções de base do Brasil quando ainda estava no São Cristóvão. Foi artilheiro do Campeonato Sul-Americano de juniores na Colômbia, em 1993, sendo o único destaque individual do time que terminou apenas em quarto lugar e fora do Campeonato Mundial de Futebol Sub-17 de 1993. Recebeu a primeira chance na principal em março de 1994, às vésperas da Copa do Mundo naquele ano, em jogo contra a Argentina.
Foi usado também em amistoso contra a Islândia em maio, o último antes da convocação a ser feita pelo técnico Carlos Alberto Parreira. Ronaldo marcou um dos gols na vitória por 3 x 0 e foi incluído pelo treinador entre os 22 convocados, desbancando o experiente Evair. Já nos Estados Unidos, entretanto, não agradou a Parreira nos treinamentos, e foi deixado de lado. Na decisão, muitos já pediam pelo garoto de dezessete anos, o mais jovem daquele mundial, mas Parreira preferiu chamar do banco Viola.
Ainda assim, o jogador, campeão sem jogar, já despertava certezas de seu potencial. Enzo Bearzot, técnico da Itália na vitoriosa Copa do Mundo de 1982, já o chamava de "fenômeno", e o pensamento geral era de que o garoto triunfaria na Copa seguinte. Um ano depois, Ronaldo conseguiu seu primeiro troféu com a Seleção principal, em um torneio amistoso organizado pela Umbro entre as Seleções cujos uniformes eram feitos pela empresa britânica. Ele marcou um dos gols no 3 x 1 contra a Inglaterra, em pleno Wembley, na decisão. Em 1995, ainda sem espaço, integrou o grupo que disputou e perdeu a Copa América daquele ano, para o anfitrião Uruguai.
Já como seu lugar Seleção, retornou com a delegação brasileira aos Estados Unidos, agora para participar das Olimpíadas de 1996. Devido à recuperação da lesão que lhe tirara lugar no PSV, Ronaldo foi poupado da partida inaugural, com o técnico Zagallo escalando Sávio em seu lugar. Como o Brasil vergonhosamente perdeu para o Japão, foi escalado como titular já no segundo jogo. Nos Jogos de Atlanta, Ronaldo marcaria cinco gols e seria um dos poucos poupados quando o Brasil caiu nas semifinais perante a Nigéria, restando um bronze decepcionante.

Como a grande estrela

Um ano depois, agora uma estrela mundial, vindo de grande temporada no Barcelona, Ronaldo jogou a Copa América de 1997 e voltou campeão, com cinco gols marcados, jogando contra a anfitriã, a Bolívia, na altidude de La Paz (em que ele marcou uma vez na vitória de 3 x 1). Pouco depois, participou ativamente do primeiro título do Brasil na Copa das Confederações de 1997. Todavia, tinha de conviver em meio à conquista com um séquito de jornalistas à caça de sua imagem, tirando-lhe bastante espaço, tranqulidade e calma. Um ano depois, sendo o principal personagem e referência da seleção - ainda mais após o corte de Romário -, jogou pela primeira vez uma Copa do Mundo.
O mundial da França, no ano seguinte, prometia ser a sua consagração. Ronaldo, que foi ao torneio como duas vezes o melhor jogador do mundo pela FIFA, marcou quatro vezes: um contra o Marrocos (3 x 0), na primeira fase; dois contra o Chile (4 x 1), nas oitavas; e um contra os Países Baixos (1 x 1), nas semifinais, tendo ainda acertado a sua cobrança na decisão por pênaltis nesta partida. Tudo isso a despeito de sofrer com lesões na perna (que ele tratava com analgésicos), agravadas na partida contra o Marrocos; na Copa de 1998, Ronaldo deu arranques curtos seguidos por períodos de quase apatia em campo. A mídia também não ajudava: durante o torneio, mais de mil jornalistas andavam atrás do astro, bem como os patrocinadores.
Horas antes da decisão, contra a anfitriã França, Ronaldo foi abatido por uma misteriosa convulsão, diagnosticada desde como estresse até como ataque epilético. Deixou o hospital onde foi levado apenas 75 minutos antes da partida. Vendo que seu principal jogador não tinha condições de jogo, Zagallo optou por escalar Edmundo em seu lugar, mas o próprio Ronaldo apareceu, a 40 minutos do início da partida, declarando-se apto, o que dividiu o grupo entre aqueles que defendiam não mais alterações na escalação, já divulgada, como aqueles que queriam a inclusão do Fenômeno entre os finalistas titulares.
Ronaldo mal andou em campo, apenas observando os franceses ganharem por 3 x 0 e levarem pela primeira vez a Copa. O assunto continuou a render por muito tempo, sendo abordado até quando Ronaldo foi chamado a comparecer em uma CPMI, em 2001. Uma provável causa foi os altos níveis de estresse decorrentes da pressão exercida pela imprensa, patrocinadores e da torcida brasileira, que esperava muito dele.
Como na Copa de 1998, na Copa América de 1997 e nas Olimpíadas de 1996, marcou outros cinco gols na Copa América de 1999, dois deles contra os rivais Argentina (2 x 1, quartas-de-final) e Uruguai (3 x 0, decisão). Afastado dos jogos da Internazionale devido ao joelho estourado, acabou não chamado para a Copa das Confederações de 1999, em que o Brasil perdeu o título para o México. Seguidas lesões no joelho, a mais grave em 2000, foram lhe afastando também da Seleção.

Renascendo para a Seleção e o futebol

Sem ritmo de jogo e com uma imensa cicatriz no joelho direito, foi ainda assim chamado para a Copa do Mundo de 2002 por Luiz Felipe Scolari. Depois de dois anos, voltou a jogar pela Seleção em março, em amistoso contra a Iugoslávia. Voltou a marcar no final de maio, contra a Malásia. A Copa veio e o Fenômeno ressurgiu, marcando oito vezes, deixando de anotar um tento apenas contra a Inglaterra. A artilharia do mundial incluiu os dois gols na decisão, contra a Alemanha.
A campanha na Copa foi determinante para que ele voltasse a ser levado seriamente, bem como para que recebesse pela terceira vez o prêmio de melhor jogador do mundo pela FIFA, ao final do ano. Ronaldo voltou a ser intocável na Seleção, o que incluiu regalias dadas pelo técnico Carlos Alberto Parreira, que o dispensava de competições menos priorizadas, costumando chamá-lo apenas para as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006. Quatro anos se passaram sem que Ronaldo disputasse algum torneio pelo Brasil, só sendo chamado por conta do mundial da Alemanha. Na ocasião, ele já não era a maior estrela do Brasil, e sim seu xará e fã Ronaldinho Gaúcho, com quem compunha o "Quadrado Mágico", ao lado de Kaká e Adriano.
Na Copa, o país apresentou um futebol decepcionante. Ronaldo foi ao torneio longe da melhor forma física. Ainda assim, demonstrou lampejos de craque, marcando três vezes. O terceiro deles, que o fez ultrapassar o alemão Gerd Müller e tornar-se, com a soma de quinze gols, o maior artilheiro das Copas do Mundo, surgiu em bela jogada individual em que driblou o goleiro de Gana. A partida, válida pelas oitavas-de-final, terminou com vitória canarinha por 3 x 0 e abriu esperanças de uma revanche contra a França de Zinédine Zidane, carrasco do mundial de 1998 e colega de Ronaldo no Real Madrid.
Os brasileiros, entretanto, jogaram apaticamente contra os franceses, e Zidane exibiu sua melhor forma, chegando a realizar um drible de chapéu em Ronaldo. O Brasil terminou eliminado ali e o Fenômeno foi um dos crucificados pela interrupação do sonhado hexacampeonato, não sendo mais chamado pela Seleção desde então.

Polêmica

Na madrugada do dia 28 de abril de 2008, Depois de uma festa na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, na qual comemorava uma vitória do Flamengo, Ronaldo passou pela orla da Barra, e chamou o travesti André Luiz Ribeiro Albertini, conhecido como Andréia Albertini, a quem levou para o motel Papillon. A eles se juntaram ainda outros dois travestis. Ainda no motel o travesti decidiu chantagear Ronaldo.No fim de 2008, o caso chegou aos tribunais. André foi acusado formalmente por extorsão contra o jogador.
Em 3 de outubro de 2008 o apartamento em que morava Albertini pegou fogo, morrendo um travesti que era seu colega de quarto.
André Albertini morreu no início de julho de 2009, aos 22 anos, na cidade de Mauá, devido a uma meningite — de acordo com o hospital que a atendeu, a meningite se manifestou pelo do enfraquecimento do sistema imunológico em decorrência de AIDS.

Estatísticas

Abaixo estão as estatísticas de Ronaldo ao longo de toda a sua carreira.

Clubes

Clube Temporada Campeonato
nacional
Copa
nacional
Competições
continentais¹
Outros
torneios²
Total
Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols
Brasil Cruzeiro 1993 14 12 6 8 1 0 20³ 20
1994 8 2 18 22 26 24
Total 14 12 14 10 19 22 46³ 44
Países Baixos PSV Eindhoven 1994–95 33 30 1 2 2 3 36 35
1995–96 13 12 3 1 5 6 21 19
Total 46 42 4 3 7 9 57 54
Espanha Barcelona 1996–97 37 34 5 8 7 5 49 47
Total 37 34 5 8 7 5 49 47
Itália Internazionale 1997–98 32 25 4 3 11 6 47 34
1998–99 19 14 3 0 6 1 28 15
1999–00 7 3 1 0 0 0 8 3
2000–01 0 0 0 0 0 0 0 0
2001–02 10 7 1 0 5 0 16 7
Total 68 49 9 3 22 7 99 59
Espanha Real Madrid 2002–03 31 23 1 0 12 7 44 30
2003–04 32 24 7 3 9 4 48 31
2004–05 34 21 1 0 10 3 45 24
2005–06 23 14 2 1 2 0 27 15
2006–07 7 1 2 1 4 2 13 4
Total 127 83 13 5 37 16 177 104
Itália Milan 2006–07 14 7 0 0 0 0 14 7
2007–08 6 2 0 0 0 0 6 2
Total 20 9 0 0 0 0 20 9
Brasil Corinthians 2009 20 12 8 3 10 8 38 23
2010 11 6 7 3 9 3 27 12
2011 - - 2 0 2 0 4 0
Total 31 18 8 3 9 3 21 11 69 35
Total na Carreira 343 247 39 22 94 50 39 33 517 352
¹Na categoria Continental estão incluidos jogos da Copa Libertadores da América, Supercopa Libertadores, Recopa Sul-Americana, UEFA Champions League e UEFA Cup Winners' Cup
²Na categoria Outros torneios estão incluidos jogos do Campeonato Mineiro e Campeonato Paulista
³No dia 26 de setembro de 1993, Ronaldo participou da partida entre Cruzeiro e São Paulo, que foi válida tanto pelo Campeonato Brasileiro quanto pela Recopa Sul-Americana.

Seleção Brasileira

Ano
Jogos Gols Média
1994 4 1 0,25
1995 6 3 0,50
1996 4 5 1,25
1997 20 15 0,75
1998 10 5 0,50
1999 10 7 0,70
2000 0 0 0
2001 0 0 0
2002 12 11 0,91
2003 8 3 0,37
2004 11 6 0,54
2005 5 1 0,20
2006 7 5 0,71
2011 1 0 0
Total 98 62 0,63

Gols em Copa do Mundo

Estão listados abaixo os quinze gols que tornaram Ronaldo o maior artilheiro de todas as edições da Copa do Mundo FIFA. Foram quatro gols em 1998, oito em 2002 e três em 2006. Em 1994, Ronaldo foi convocado mas não chegou a entrar em campo.
# Data Local Adversário Placar Resultado Edição
1. 16 de junho de 1998 Stade de la Beaujoire, Nantes, França Flag of Morocco.svg Marrocos 1–0 3–0 1998
2. 27 de junho de 1998 Parc des Princes, Paris, França Flag of Chile.svg Chile 3–0 4–1 1998
3. 27 de junho de 1998 Parc des Princes, Paris, França Flag of Chile.svg Chile 4–1 4–1 1998
4. 7 de julho de 1998 Stade Vélodrome, Marselha, França Países Baixos Países Baixos 1–0 1–1 1998
5. 3 de junho de 2002 Munsu Cup Stadium, Ulsan, Coreia do Sul Flag of Turkey.svg Turquia 1–1 2–1 2002
6. 8 de junho de 2002 Jeju World Cup Stadium, Seogwipo, Coreia do Sul Flag of the People's Republic of China.svg China 4–0 4–0 2002
7. 13 de junho de 2002 Suwon World Cup Stadium, Suwon, Coreia do Sul Flag of Costa Rica.svg Costa Rica 1–0 5–2 2002
8. 13 de junho de 2002 Suwon World Cup Stadium, Suwon, Coreia do Sul Flag of Costa Rica.svg Costa Rica 2–0 5–2 2002
9. 17 de junho de 2002 Kobe Wing Stadium, Kobe, Japão Flag of Belgium (civil).svg Bélgica 2–0 2–0 2002
10. 26 de junho de 2002 Saitama Stadium, Saitama, Japão Flag of Turkey.svg Turquia 1–0 1–0 2002
11. 30 de junho de 2002 Estádio Internacional de Yokohama, Yokohama, Japão Bandeira da Alemanha Alemanha 1–0 2–0 2002
12. 30 de junho de 2002 Estádio Internacional de Yokohama, Yokohama, Japão Bandeira da Alemanha Alemanha 2–0 2–0 2002
13. 22 de junho de 2006 Westfalenstadion, Dortmund, Alemanha Flag of Japan.svg Japão 1–1 4–1 2006
14. 22 de junho de 2006 Westfalenstadion, Dortmund, Alemanha Flag of Japan.svg Japão 4–1 4–1 2006
15. 27 de junho de 2006 Westfalenstadion, Dortmund, Alemanha Flag of Ghana.svg Gana 1–0 3–0 2006

Títulos

Cruzeiro
  • Copa do Brasil: 1993
  • Campeonato Mineiro: 1994
PSV Eindhoven
  • Copa dos Países Baixos: 1996
Barcelona
  • Supercopa da Espanha: 1996
  • Copa da Espanha: 1997
  • Recopa Europeia: 1997
Internazionale
  • Copa da UEFA: 1998
Real Madrid
  • Copa Intercontinental: 2002
  • Campeonato Espanhol: 2003, 2007
  • Supercopa da Espanha: 2003
Milan
  • Trofeo Luigi Berlusconi: 2007 e 2008
Corinthians
  • Campeonato Paulista: 2009
  • Copa do Brasil: 2009
Seleção Brasileira
  • Copa do Mundo da FIFA: 1994 e 2002
  • Copa América: 1997 e 1999
  • Copa das Confederações: 1997
  • Olimpíadas: Medalha de bronze em 1996

Prêmios individuais

  • Melhor jogador do mundo pela FIFA: 1996, 1997 e 2002
  • Ballon d'Or: 1997 e 2002
  • Onze d'Or: 1997 e 2002
  • Melhor jogador do mundo pela revista World Soccer: 1996, 1997 e 2002
  • Chuteira de Ouro da UEFA: 1997
  • Trofeo Bravo: 1997 e 1998
  • Melhor jogador da Copa do Mundo FIFA: 1998
  • Melhor jogador da final do Mundial Interclubes: 2002
  • Golden Foot: 2006
  • Melhor jogador do Campeonato Paulista: 2009
  • Brasileiro do Ano, pela Revista Isto É: 2009

Artilharias

  • Supercopa Libertadores de 1993 (12 gols)
  • Campeonato Mineiro de 1994 (23 gols)
  • Campeonato Neerlandês de 1994/95 (30 gols)
  • Campeonato Espanhol de 1996/97 (34 gols)
  • Copa América de 1999 (5 gols)
  • Copa do Mundo de 2002 (8 gols)
  • Campeonato Espanhol de 2003/04 (25 gols)
  • Maior artilheiro da história das Copas do Mundo (15 gols em 4 edições): 1994 (não jogou), 1998 (4 gols), 2002 (8 gols) e 2006 (3 gols)

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terça-feira, 12 de junho de 2012

Nintendo Company Limited

Logo da Nintendo


A Nintendo Company Limited é uma empresa japonesa fabricante de videojogos. É tida como o grande símbolo mundial dos videogames devido à sua competência e sucesso na venda destes aparelhos/jogos pós-Atari e no seu extenso trabalho em criar personagens carismáticos que cativam o público.

História

O significado da palavra Nintendo é um provérbio japonês: "Deixe o Destino para o Céu". Esse nome tem a intenção de dar um sentimento de superioridade ao consumidor e ser uma forma de propaganda e marketing com objetivo de comparar a Nintendo a uma "bênção divina" e relacioná-la a Deus.
A Nintendo foi criada por Fusajiro Yamauchi em 1889 e fabricava cartões artesanais de um tipo de baralho tradicionalmente japonês chamado Hanafuda. Em 1950, Hiroshi Yamauchi, bisneto de Fusajiro, fez uma parceria com a Disney para produzir cartas estampadas com seus personagens.
Já na década de 1960, Hiroshi Yamauchi tentou obter sucesso em outras áreas: fundou uma rede de TV, uma companhia alimentícia - que tentou vender arroz instantâneo, no estilo do macarrão instantâneo - e até mesmo motéis. Mas Hiroshi não conseguiu obter o sucesso desejado, as empresas faliram e, ainda por cima, após as Olimpíadas de Tóquio a venda de baralhos diminui, quase levando a Nintendo à falência.
Em meados da década de 1970 a empresa começa a perder mercado para fabricantes de jogos eletrônicos como Bandai e Atari e entra definitivamente neste ramo com a fabricação de pequenos aparelhos eletrônicos equipados com uma tela de cristal liquido, chamados Game & Watch. O então criador Gunpei Yokoi daria início à era digital da empresa que prosseguiria ao longo das décadas de 1970 e 1980, com a fabricação de fliperamas. Mas os fliperamas da Nintendo não emplacavam nos Estados Unidos.
Então, Shigeru Miyamoto, um designer trabalhando desde 1977 na empresa, fora chamado para criar um jogo que pudesse usar os gabinetes do mal-sucedido Radar Scope. Miyamoto, que não entendia nada de tecnologia, criou um game sobre um marceneiro chamado Jumpman que salvava sua namorada de um gorila. Donkey Kong, lançado em 1981, foi um sucesso, e revelou dois personagens: o gorila-título, e Mario, que se tornaria mascote da empresa.
Após outros arcades bem sucedidos, como Donkey Kong Jr., e Mario Bros., a empresa resolveu investir num console. O Famicom (Family Computer) foi lançado no Japão em 1983, e em 1985 foi lançado nos Estados Unidos com o nome NES (Nintendo Entertainment System). O NES é apontado por "salvar" a indústria de videojogos que tinha entrado em crash no ano de 1983, vendendo cerca de 60 milhões de consoles. Com as grandes vendas deste console e dos jogos Super Mario Bros., Metroid, The Legend of Zelda e Kid Icarus a Nintendo consagra-se definitivamente como líder mundial e torna-se símbolo de toda uma geração. Nessa época, muitas pessoas nem mesmo usavam o termo "console", preferindo referir-se a esse tipo de aparelho simplesmente como "Nintendo".
Em 1989, a Nintendo lançou seu primeiro portátil, o Game Boy que deu inicio a famosa franquia Pokémon com a chegada da Game Freak, e viu um primeiro grande concorrente surgir: a Sega, com seu Mega Drive. Com a Nintendo lançando a Super NES em 1991, as duas empresas lutaram ao longo dos anos 1990 pelo domínio do mercado dos consoles. A Mega Drive reduziria os 90-95% do mercado da Nintendo a meros 35%, mas jogos como Super Mario World, Street Fighter II, The Legend of Zelda: A Link to the Past, Donkey Kong Country e a série Final Fantasy garantiriam o primeiro lugar de volta à Nintendo.
Em 1995, a Nintendo anunciou seu próximo console, o Nintendo 64, e a Sony, gigante no mundo dos aparelhos eletrônicos, lançou a PlayStation (inicialmente planeado como periférico para o SNES, para ler CD's). Como a consola da Sony usava CDs, e o Nintendo 64 mantinha os cartuchos (devido aos seus tempos de loading serem muito menores), a maioria dos fabricantes abandonou a Nintendo para trabalhar com a Sony. O Nintendo 64 foi lançado em 1996 e foi superado pelo PlayStation, ficando em 3° lugar, atrás também do Sega Saturn, mas garantiu a segunda posição nos EUA.
Em 1996, foi lançado o Game Boy Pocket, versão menor do original, e os primeiros jogos de Pokémon, que garantiram vendas enormes do portátil e viraram uma enorme fonte de lucro para a empresa. Em 1998, fora lançado o Game Boy Color. Neste mesmo ano, morre Gunpei Yokoi num acidente de carro
Em 2001, a Nintendo lançou o sucessor da N64, a Nintendo GameCube. O console sofreu uma dura concorrência da Sony com o Playstation 2, e da recém-chegada Microsoft e o seu Xbox. Também em 2001 apareceu o sucessor do Game Boy, o Game Boy Advance, que foi logo substituído pelo Game Boy Advance SP, que revolucionou o mercado por ser o primeiro com luz própria.

Em 2004 foi apresentado um novo consolo portátil, o Nintendo DS, com um conceito inovador: duas telas, sendo uma delas tocável, como nos Palmtops, que recebeu 3 milhões de pré-encomendas no seu lançamento. Este também sofreu uma dura concorrência com a chegada do portátil da Sony o Play Station Portable (PSP). Em 2005 foi lançada uma versão à parte do Game Boy Advance, o Game Boy Micro.
Na E3 de 2005 a empresa anunciou a sua entrada na nova geração, lançando o seu novo console, com o codinome Revolution. Em 2006, esse Revolution mudou de nome para Wii. Para muitos gerou controvérsia, pois não fazia sentido, mas, com o passar do tempo, as pessoas descobriram que fazia todo o sentido, já que para um não-gamer, ao ouvir esse nome e saber que é um vídeo game, ele saberá que este é bem simples e fácil de jogar. Ao final de 2006, foram lançados o Wii(em 19 de Novembro nos EUA e em 2 de Dezembro no Japão) e um de seus rivais, um novo membro da velha família PlayStation, o PlayStation 3, que, junto com o Xbox 360(lançado um ano antes), teria os mais avançados gráficos e som dos vídeo games, mas isso o torna caro demais até mesmo para americanos, custando US$600. A Nintendo, ao contrário, não queria gráficos avançados ainda, mas sim colocar uma nova forma de jogar com o Wii-mote, que acompanha os movimentos dos jogadores e atrair novos gamers para o mercado de vídeo games, e com isso conseguiu a liderança dos consoles.
Em 2006, a empresa lança o Nintendo DS Lite, uma versão mais fina do Nintendo DS original.
Em 2008, foi lançada outra versão do Nintendo DS, o Nintendo DSi, que vem mais fino que o Nintendo DS Lite, mas um pouco mais largo, vem também com duas câmeras equivalentes a 3 megapixels, além de sua melhor conexão.
Em 2010, foi anunciado o Nintendo 3DS, um novo portátil, com o hardware superior. O novo portátil tem a capacidade rodar jogos em 3D e sem precisar de óculos especiais para perceber o efeito 3D.
Na E3 de 2011, foi anunciado o Nintendo Wii U, um novo console, com hardware superior ao Wii, e com uma nova forma de interagir com os jogadores. O destaque em si, não é nem o próprio console que por questão, rodara jogos em alta definição (1080i e 1080p) e tem um poder de hardware maior que o dos atuais consoles. O destaque de verdade é o controle, que conta com uma tela de 6 polegadas, com touch scren, giroscópio e acelerômetro.

Produtos

Consoles de Mesa

  1. Nintendo Entertainment System

  2. Super Nintendo Entertainment System

  3. Nintendo 64

  4. Nintendo Gamecube

  5. Nintendo Wii

  6. Wii U

Consoles portáteis

  1. Game Boy

  2. Virtual Boy

  3. Game Boy Color

  4. Game Boy Advance

  5. Game Boy Advance SP

  6. Nintendo DS

  7. Game Boy micro

  8. Nintendo DS Lite

  9. Nintendo DSi LL/XL

  10. Nintendo 3DS


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sábado, 12 de maio de 2012

Mega Drive

 O Mega Drive (conhecido como "Genesis" nos Estados Unidos) é um console de jogos de vídeo da geração de 16 bits (4ª geração*) da SEGA. Foi lançado originalmente no Japão em 1988, com a intenção de concorrer diretamente com o Super Nintendo. Fez muito sucesso na década de 1990, porém perdeu espaço após o surgimento da nova geração de consoles de 32 bits (5ª geração*), como o Playstation da Sony e foi descontinuado em 2002. No Brasil, o Mega Drive ainda é produzido em novas versões pela Tec Toy. No exterior, de 2006 até o momento, 3 novos jogos foram lançados.
Mega Drive 3, produzido pela TecToy

Dentre os jogos de maior sucesso do console se destaca a série "Sonic - The Hedgehog", a aventura de um ouriço azul mega-veloz para salvar os animais de seu planeta.O jogo foi criado para rivalizar com o personagem Mario, mascote da Nintendo, criando assim a SEGA seu próprio mascote e maior símbolo (antes, Alex Kidd era considerado o mascote da SEGA). A velocidade desse jogo tinha como objetivo principal mostrar as vantagens do processador do Mega Drive em relção ao console de 16 bits da Nintendo.
Sonic - The Hedgehog
 + Sonic

-Acessórios
O Mega Drive, originalmente baseado em cartuchos, podia ser expandido através do acessório Sega CD para aceitar jogos gravados em CD. Esse acessório tinha um co-processador auxiliaridêntico ao do próprio Mega Drive e permitia a exibição de vídeos.
Com o 32x, o sistema ganhava dois processadores auxiliares de 32 bits,alem de ganhar uma palheta de 32,768 cores(em vez dos 64 do Sega CD), com novos jogos baseados em cartucho sendo desenvolvidos para esse sistema. Poucos jogos foram produzidos para a combinação do 32x com o Mega CD, devido à pouca popularidade desses acessórios.
Outros acessórios também foram lançados: a Menacer, que era uma pistola de luz para jogos de tiro; o Activator, que permitia que o jogador usasse jogos de luta dando socos e chutes no ar sem controles; e XBAND, que era um modem que permitia jogar com outras pessoas conectadas em um serviço pago, além de mandar e-mails e acessar outros serviços online (no Brasil esses serviços incluíam correio eletrônico e acesso bancário).
Originalmente o Mega Drive foi lançado com um joystick com um botão direcional, três botões de ação e um de início de jogo. Devido ao lançamento do jogo Street Fighter II para o console, um joystick com seis botões de ação foi lançado e se tornou rapidamente o padrão de mercado.
O Power Base Converter/Sega Mega Adaptor permitia jogar cartuchos de Master System no Mega Drive. O acessório apresentava alguns problemas em revisões posteriores do console, já que o conector do cartucho ficava mais distante do topo do gabinete do console, fazendo com que o terminal de inserção do acessório não ficasse devidamente encaixado. O problema podia ser resolvido removendo o acessório do gabinete plástico, encaixando-o diretamente no Mega Drive.

-Versões
O Mega Drive foi lançado em versões numeradas. Mas não se engane: a cada versão lançada o Mega Drive fica mais barato devido à retirada de equipamentos do console, tornando as novas versões piores (ou de menor qualidade) que suas versões anteriores.
Além das versões de mesa do console, foi lançada uma versão portátil chamada de Nomad e produzida por um curto período de tempo devido ao alto consumo de bateria, à tela de qualidade insuficiente e o alto custo de comercialização, que fizeram-na ser pouco popular.
Também foi lançado o chamado Mega CDX, que era um Mega Drive que incluía o acessório Sega CD embutido e também podia ser usado como um Discman, através do uso de duas baterias AA. O Mega CDX é consideravelmente maior e mais pesado que os reprodutores portáteis de CD disponíveis no mercado hoje.
Como já foi dito, a Tec Toy ainda hoje produz o Mega Drive, em versões mais baratas, voltadas ao mercado popular, feitas para competir com a faixa mais baixa no mercado de jogos eletrônicos (dominada em sua maior parte por clones ilegais asiáticos do NES), normalmente incluindo dezenas de jogos na memória ou em um cartucho multijogo. Esses consoles são equivalentes ao "Genesis III" da Majesco americana e não suportam os acessórios produzidos para o sistema ou o jogo Virtua Racing.
Atualmente, ela produz duas versões: a primeira é o Mega Drive 3 com 81 jogos na memória. Essa versão não possui entrada para cartuchos, sendo possível jogar apenas os 81 jogos de sua memória interna. A Tec toy já chegou a fabricar o Mega Drive 3 com trinta jogos na memória , ainda com entrada para cartuchos (alguns consoles foram produzidos com a propaganda de que haviam 60 jogos na memória, porém foi constatada a presença de apenas 51 jogos). Entretanto, essa versão foi extinta pela própria empresa, e substituída pela que não tem entrada, o que não agradou os fãs, pois limita aos jogos gravados na memória, não permitindo, portanto, jogar nenhum outro via cartucho. Depois, a Tec Toy lançou o Mega drive 4 Guitar Idol, que vinha com 100 jogos na memória, 2 joysticks e uma guitarra semelhante à do game Guitar Hero.
Já a segunda, o "Mega Drive Portátil", é uma versão de bolso do console, diferente da Nomad. Esta versão possui 3 botões de ação (como nos primórdios do videogame), tela LCD de alta resolução e vinte jogos na memória. Entretanto, ele também não possui entrada de cartuchos ou uma entrada para a comunicação com PCs (como entradas USBs ou outros tipos de cabo), o que lhe limita aos jogos de fábrica.
Recentemente a Tec Toy lançou no mercado a segunda versão do Mega Drive portátil, o MD Play, com importantes avanços, entre eles a bateria interna recarregável (com excelente duração), conexão via USB para carga (há também um carregador para tomadas), nova tela de LCD e, principalmente, slot para cartão de memória onde o usuário poderá expandir sua biblioteca de jogos, além, claro, de um visual mais bonito do que a primeira versão. O produto está praticamente fora do mercado brasileiro, raríssimas são as lojas que possuem o console de bolso e a Tec Toy informa que não há previsão para produção de novo lote do MD Play. Nos EUA e na Europa há uma versão idêntica ao último MD Play lançado pela Tec Toy por pouco menos de US$ 50 (EUA), lá fora o Mega Drive portátil é produzido pela AT&T Games.

-No Brasil
O Mega Drive foi um dos videogames mais populares comercializados oficialmente no Brasil através da fabricante de brinquedos Tec Toy. Com o Master System e o Mega Drive, a Tec Toy chegou a ter 75% do mercado brasileiro. Fisicamente, o videogame era idêntico ao "Genesis" americano, sendo compatível com os jogos NTSC para esse sistema. O sinal de saída de vídeo, porém, foi convertida para PAL-M, o padrão brasileiro misto entre PAL e NTSC.
A Tec Toy desenvolveu alguns jogos exclusivos para o Mega Drive, como "Férias Frustradas do Pica-Pau", "Turma da Mônica na Terra dos Monstros" (uma modificação de Wonder Boy in Monster World com Mônica e Cebolinha),um port de Duke Nukem 3D e Show do Milhão .
Em 2004 a Tec Toy revelou os jogos mais vendidos de seus consoles. No Mega Drive eram:
  1. Mortal Kombat 3
  2. Sonic the Hedgehog 2
  3. Mortal Kombat II
  4. Super Monaco GP
  5. Castle of Illusion
  6. Ultimate Mortal Kombat 3
  7. Ayrton Senna's Super Monaco GP II
  8. FIFA Soccer '97 Gold
  9. Moonwalker
  10. Sonic Spinball

O Mega Drive já não é tão famoso atualmente, porém ainda é possível jogar seus jogos por meio de emuladores como o Kega Fusion, o Gens e o PGEN.

Imagens do Mega Drive

Console do Primeiro Mega Drive

Primeiro Modelo do Controle de Mega Drive


Pode-se encontrar todos os jogos para o Mega Drive, totalmente extraídos de seus cartuchos originais, pela internet.

Veja a História Completa do Mega Drive
Referências

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Playstation

Playstation One

O PlayStation é um console de video game fabricado pela empresa Sony, lançado em 3 de dezembro de 1994 no Japão e em 9 de setembro de 1995 nos Estados Unidos. Desde o seu lançamento até 2006 (quando sua produção fora extinta), o PlayStation vendeu mais de 100 milhões de unidades, superado pelo seu sucessor, o PlayStation 2, com 150 milhões de unidades comercializadas.

História

A origem da PlayStation é datada da década de 1990, quando a Nintendo planejava uma expansão de CD-ROM para o Super Nintendo. A Sony que desenvolveu o chip de som do SNES, foi escolhida para desenvolver a expansão. Após vários desentendimentos entre as duas empresas, a Nintendo decidiu cancelar o projeto e fazer outra parceria com a Philips.
O "Play Station X" já se encontrava em avançado estágio de desenvolvimento e seu engenheiro Ken Kutaragi convenceu a Sony a lançá-lo no mercado como um console de videogames independente. O console ainda recebeu massivo apoio da EA e sua linha esportiva EA Sports.
Vários jogos contribuíram para o sucesso do console, como Resident Evil, Crash Bandicoot, Megaman X4, Castlevania, Tomb Raider, Medal of Honor, Dino Crisis, Tekken, Gran Turismo, Final Fantasy, Winning Eleven entre outros.
A Sony também introduziu um acessório para o PlayStation que se tornou muito popular: o memory card. O memory card (ou simplesmente cartão de memória) permitia salvar dados dos jogos e continuar o jogo no mesmo ponto em que parou. Esta tecnologia já existia em alguns jogos de consoles mais antigos, mas dependia de um chip de memória dentro do cartucho. Os memory cards tornaram o processo de salvar padrão e praticamente todos os jogos tinham suporte.
Mesmo com a chegada de concorrentes mais poderosos como Nintendo 64, Sega Saturn e o Sega Dreamcast, o PlayStation era o mais vendido com uma linha de jogos já estabelecida e de grande sucesso.
Em meados de 2000, o PlayStation passou por uma re-estilização ficando menor com curvas arredondadas. Esse console recebeu o nome de PSone, agora na cor branca. Nesse ano também foi lançado o sucessor PlayStation 2.
O PlayStation foi sendo abandonado aos poucos e teve sua produção encerrada em 2006. Cerca de 100 milhões de consoles PlayStation foram vendidos em todo mundo.

Joystick

O joystick do PlayStation tem o design inspirado no SNES. O gamepad acrescentava mais dois botões aos superiores L e R, ficando assim L1/L2 R1/R2.
Em 1996 a Sony lançou um novo joystick que viria a se tornar padrão: o DualShock, que introduzia duas mini-alavancas analógicas além de um sistema de rumble onde o controle treme em resposta aos jogos. Com o controle de movimentos nos analógicos, o direcional digital ficou aberto para exercer mais funções nos jogos.

Sucessores

O console PlayStation deu início a uma linha de sucessores, sob a marca PlayStation. Seu primeiro sucessor, o PlayStation 2 (PS2) foi lançado em 2000 com a promessa de revolucionar o ambiente doméstico, pois possuia a capacidade de tocar filmes em DVD e competir com os modernos jogos de computador 3D. Graças à grande e variada biblioteca de jogos e a capacidade de também rodar jogos do PlayStation, o PS2 vendeu mais de 140 milhões de unidades em 10 anos de historia, tornando-se a videogame console mais vendido da história (Só perdendo para o videogame portatíl Nintendo DS que vendeu 144 milhões em 5 anos de historia).
Playstation 2

Em 2005 a Sony lança o PlayStation Portable (PSP) é a versão portátil da PlayStation. É voltada para o público adulto, e pode reproduzir filmes, visualizar imagens de câmaras digitais, tocar músicas no formato MP3, além de, é claro, rodar jogos de alta qualidade em qualquer lugar com ajuda de uma bateria recarregável. A qualidade dos jogos (gráficos) está entre a PlayStation e PlayStation 2.
PSP

Em 2006 a Sony lançou o PlayStation 3, com recursos avançados do chip Cell e armazenamento em discos Blu-Ray, o novo formato de disco sucessor do DVD. Por conter tecnologias muito avançadas o console foi lançado a um preço caro, foi lançado em duas versões: uma de U$499 (20GB) e outra de U$599 (60GB). Em 2007 o PlayStation 3 de 80GB (U$499) e o de 40GB (U$399) foram lançados, sendo que a versão de 40GB não lê jogos de Playstation 2. Todas as versões lêem jogos de Playstation 1.
Playstation 3

Brasil

No Brasil, de acordo com a Sony, o PlayStation não foi vendido oficialmente devido a pirataria e uma disputa judicial pelos nomes Playstation e PS2, pois estas marcas já estavam registradas por uma empresa. Apesar disso, houve um grande "mercado informal" de consoles e jogos. Em 2009 a Sony do Brasil finalmente lançou a linha PlayStation 2 no país, vendendo ainda jogos de PlayStation 3.

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